
Maputo, 03 ago 2022 (Lusa) — O ministro da Saúde de Moçambique considera que a covid-19 afetou o programa de combate ao VIH/Sida no paÃs devido à redução e desvio de recursos para fazer face a pandemia.
“Os programas normais de outras doenças tiveram de reduzir em termos de desempenho, não só por falta de recursos, mas também pelo facto de a covid-19 ter precipitado a um isolamento em muitos paÃses”, disse Armindo Tiago, citado hoje pelo jornal NotÃcias.
Segundo o governante moçambicano, a covid-19 obrigou à realocação de recursos do programa de luta contra o VIH/Sida e outras doenças, o que culminou com a redução dos ganhos obtidos no seu combate.
O isolamento imposto pela covid-19, avançou Armindo Tiago, afetou igualmente a “exportação de medicamentos e consumÃveis hospitalares”, o que levou a entidade a prolongar o perÃodo de dispensa dos antibióticos.
“Uma das medidas adotadas foi a introdução de pacotes de longa duração. Neste contexto, dispensávamos medicamentos por perÃodos mais longos, de modo que os doentes não se deslocassem frequentemente à s unidades sanitárias e cumprissem o distanciamento social”, frisou Armindo Tiago.
O último Inquérito de Indicadores de Imunização, Malária e VIH/sida em Moçambique (Imasida), realizado em 2015, aponta o paÃs como um dos cinco com elevada taxa de infeção pela pandemia no mundo, com 13,2% de jovens e adultos entre os 15-49 anos contaminados.
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