
Taipé, 03 ago 2022 (Lusa) – O avião que transporta a presidente do Congresso norte-americano, Nancy Pelosi, descolou à s 18:01 locais (10:01 em Lisboa) do aeroporto de Songshan, Taipé, depois duma visita em que prometeu que os “Estados Unidos não vão abandonar Taiwan”.
A visita de Nancy Pelosi provocou indignação polÃtica em Pequim que reclama Taiwan (República da China) como parte integrante da República Popular da China. Â
Pelosi permaneceu menos de 24 horas em Taiwan, visitando hoje o Parlamento de Taipé antes da reunião com a chefe de Estado da República da China, Tsai Ing-wen.Â
Em resposta, o Exército Popular de Libertação enviou na terça-feira 21 aviões militares para a Zona de Identificação da Defesa Aérea de Taiwan, informou hoje o Ministério da Defesa da República da China em comunicado.
Paralelamente, Pequim impôs, pelo segundo dia consecutivo, sanções comerciais a Taiwan proibindo a importação de citrinos, rebentos de bambu congelados e dois tipos de peixe, bem como a bloqueou a exportação de areia para a República da China.
O chefe da diplomacia de Pequim, Wang Yi, disse hoje que “aqueles que ofendem a China devem ser punidos de forma inelutável” referindo-se à visita de Nancy Pelosi, presidente do Parlamento norte-americano.
“Trata-se de uma farsa pura e simples. A coberto da democracia, os Estados Unidos violam a soberania da [República Popular da] China”, acrescentou o ministro à margem de uma reunião da Associação dos PaÃses do Sudeste Asiático (ASEAN) na capital do Cambodja.Â
O Governo do Partido Comunista Chinês reclama a soberania sobre a ilha desde que os nacionalistas do Kuomintang liderados por Chiang Kai-shek foram derrotados pelas forças comunistas chefiadas por Mao Tsé-Tung durante a guerra civil na segunda metade da década de 1940.
Os nacionalistas refugiaram-se na ilha do Estreito da Formosa e estabeleceram em Taiwan, em 1949, a República da China (ROC – sigla oficial) – fundada em 1912 por Sun Yat-sen, em Nanquim.Â
Â
PSP // APN
Lusa/fim
Â



