
Lisboa, 28 jul 2022 (Lusa) – A ministra da Presidência garantiu hoje que, quanto ao novo aeroporto, a orgânica do Governo mantém-se inalterada quanto “à s funções e responsabilidades de cada um dos ministros” e à s “funções de coordenação transversal” do primeiro-ministro.
Na conferência de imprensa no final da reunião de hoje do Conselho de Ministros, Mariana Vieira da Silva foi questionada sobre as declarações do presidente do PSD que disse não reconhecer “autoridade polÃtica” ao ministro das Infraestruturas para intervir no diálogo sobre o aeroporto e também sobre a notÃcia do Expresso de que seria o primeiro-ministro a gerir este dossiê.
“Obviamente não comentando quaisquer declarações, queria dizer que não houve nenhuma alteração na orgânica do Governo nem no que diz respeito à s funções e responsabilidades de cada um dos ministros, nem no que diz respeito à s funções de coordenação transversal que o primeiro-ministro tem sobre o Governo”, afirmou a ministra.
Mariana Vieira da Silva salientou que “não há nenhuma mudança na forma como o Governo está organizado”, e recusou responder ao lÃder social-democrata.
O presidente do PSD, LuÃs Montenegro, defendeu hoje que não reconhece “autoridade polÃtica” ao ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, para intervir no diálogo sobre o aeroporto e que o interlocutor no Governo é o primeiro-ministro.
“Do ministro das Infraestruturas, sinceramente não lhe reconheço autoridade polÃtica para poder intervir neste diálogo porque eu nunca sei, nem os portugueses sabem, se ele está ou não sintonizado com o primeiro-ministro”, considerou, em declarações aos jornalistas em Lisboa, à margem de uma iniciativa com o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, o social-democrata Carlos Moedas.
Na quarta-feira, o ministro Pedro Nuno Santos responsabilizou o PSD pelos atrasos no aumento da capacidade aeroportuária na região de Lisboa.
“Eu aproveito para dizer que o nosso interlocutor no Governo é o doutor António Costa, primeiro-ministro, não é o ministro das Infraestruturas. Eu sei que ele tem andado um bocadinho desnorteado, eu diria mesmo que ele não acerta uma”, afirmou hoje o presidente do PSD.
Numa referência à s declarações do ministro socialista, Montenegro quis “clarificar” uma das crÃticas em particular: “Não há uma lei que tenha ultrapassado o chamado poder de veto dos municÃpios porque o PS não se entendeu com os seus colegas de coligação governativa e parlamentar na altura, que era o PCP e o BE”, disse.
“Querer endossar essa responsabilidade ao PSD é manifestamente deturpar a verdade dos factos”, considerou.
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