
Lisboa, 22 jul 2022 (Lusa) – Os novos radares de controlo de velocidade rodoviária em Lisboa, em funcionamento desde 01 de junho, registaram um total de 62.123 infrações no primeiro mês e meio, com uma média diária de 1.380 ocorrências, revelou hoje a câmara municipal.
“Entre 01 de junho e 15 de julho foram registadas um total de 62.123 ocorrências no sistema de radares fixos em Lisboa”, indicou o gabinete do presidente da câmara, Carlos Moedas (PSD), em resposta à agência Lusa, sem adiantar quais os montantes das coimas durante este perÃodo.
Apesar de os 41 novos radares, 21 que substituem equipamentos antigos e 20 em novas localizações, apenas terem começado a funcionar a partir de 01 de junho, a Câmara de Lisboa teve uma receita de 275.724 euros desde o inÃcio deste ano até 30 de junho, “respeitante a 4.049 autos pagos por infração a velocidade/radares fixos”.
“Os radares fixos estiveram inoperacionais, mas as contraordenações só prescrevem ao fim de dois anos, pelo que estamos sempre a receber pagamentos de coimas”, explicou a autarquia, indicando que a receita arrecadada corresponde apenas a 55% do montante da coima paga, uma vez que os restantes 45% revertem para a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) e para o Estado (10% e 35%, respetivamente).
No mesmo perÃodo, entre janeiro e junho deste ano, o montante das coimas dos radares móveis “ascendeu aos 402.218 euros, correspondendo a 5.628 autos pagos”.
As coimas por excesso de velocidade podem ir dos 60 euros aos 2.500 euros, consoante a gravidade da infração, inclusive se é dentro ou fora das localidades.
Considerando o total de ocorrências registadas durante o funcionamento dos novos radares (um mês e meio), se todas corresponderem à coima mÃnima de 60 euros, o valor total a pagar pelos automobilistas é de cerca de 3,7 milhões de euros.
Dentro das localidades, quem ultrapasse até 20 quilómetros por hora (km/h) da velocidade permitida arrisca pagar entre 60 euros de coima mÃnima e 300 euros de coima máxima e quem exceder mais de 60 km/h do permitido pode ser sancionado entre 500 euros e 2.500 euros.
Fora das localidades, até 30 km/h a coima mÃnima a aplicar é de 60 euros e a máxima é de 300 euros, de 60 a 80 km/h varia entre 300 e 1.500 euros e superior a 80 km/h é sancionado entre 500 e 2.500 euros.
No inÃcio de julho, a Câmara de Lisboa informou que desde 01 de junho até 24 de junho foram registadas um total de 29.727 ocorrências no sistema de radares fixos, ressalvando que “não são números efetivos relativos a infrações consideradas elegÃveis”, uma vez que “em muitos casos” se pode tratar de situações relacionadas, por exemplo, com veÃculos prioritários, em missão de socorro ou de polÃcia.
Sobre os locais que registam maior número de ocorrências nesse perÃodo, a autarquia indicou as avenidas LusÃada, Padre Cruz e Infante Dom Henrique, revelando que “a maior velocidade captada no sistema de radares de Lisboa foi a de 240 km/h na Avenida Marechal Craveiro Lopes, junto à s bombas do posto Repsol, no sentido Aeroporto/Benfica”.
Os 41 novos radares de controlo de velocidade de trânsito em Lisboa começaram a funcionar a partir de 01 de junho, dispondo de “tecnologia mais avançada” que permite monitorizar várias vias.
O municÃpio, sob a presidência de Carlos Moedas (PSD), que governa sem maioria absoluta, referiu que o objetivo dos novos radares é “aumentar a segurança rodoviária e diminuir os acidentes na cidade de Lisboa”.
A implementação dos novos radares como medida de segurança rodoviária foi decidida pelo anterior executivo camarário, sob a presidência de Fernando Medina (PS), num investimento total de 2,142 milhões de euros.
De acordo com o municÃpio, os novos aparelhos “são equipamentos modernos e com uma tecnologia mais atual, que possibilitam o controlo simultâneo de velocidade em várias vias e em ambos os sentidos”, enquanto os radares antigos apenas permitem controlar a velocidade numa única via.
Outra das funcionalidades é a possibilidade de o Centro de Coordenação da Mobilidade do municÃpio receber dados de tráfego em tempo real (velocidades médias, contagens de veÃculos com possibilidade de desagregar por tipologia de veÃculo, distância entre veÃculos para avaliar congestionamento da via), revelou a autarquia, referindo que a gestão destes radares é feita pela PolÃcia Municipal.
A instalação dos novos equipamentos de controlo de velocidade estava prevista ficar concluÃda até ao final de 2021, tendo o presidente da Câmara de Lisboa justificado a demora com a procura de uma nova forma de sinalização dos radares.
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