
Lisboa, 11 jul 2022 (Lusa) – Os bancos portugueses “ainda têm um nÃvel elevado” de exposição a tÃtulos de dÃvida pública, mas “por enquanto a situação parece controlável”, considera um relatório da DBRS Morningstar hoje divulgado.
“Os bancos portugueses ainda mantêm uma exposição significativa a tÃtulos cotados no mercado. O aumento dos ‘spreads’ das dÃvidas soberanas teve um impacto no valor justo das reservas e nos rácios de capital de alguns bancos portugueses no primeiro trimestre de 2022, embora o impacto, por enquanto, pareça controlável”, afirmou Nicola De Caro, vice-presidente sénior da equipa das Instituições Financeiras Globais da DBRS Morningstar, citado no relatório.
No relatório Portuguese Banks: An Analysis of Sovereign and Other Debt Exposures, hoje divulgado, a DBRS Morningstar refere que o aumento acentuado da inflação e o ‘aperto’ da polÃtica monetária pelo Banco Central Europeu (BCE) e por outros bancos centrais tem provocado um aumento dos juros das dÃvidas soberanas europeias”, mais notório em alguns paÃses europeus, mas que os ‘spreads’ diminuÃram desde o anúncio do BCE em 15 de junho.
“Os grandes bancos portugueses têm exposições significativas a dÃvidas soberanas em cerca de 56.000 milhões de euros, incluindo tÃtulos de dÃvida e empréstimos, ou 18% do total dos ativos no final de 2021”, indica a DBRS, precisando que “as exposições internas representam 41% da exposição total, ou 7,7% dos ativos totais, enquanto a exposição restante é composta por dÃvidas soberanas espanhola, italiana, polaca e irlandesa”.
A DBRS afirma que “desde 2018 os bancos portugueses têm efetuado alterações da designação contabilÃstica de alguns tÃtulos de dÃvida, o que levou a uma redução significativa das exposições contabilizadas ao justo valor, enquanto os tÃtulos de dÃvida contabilizados ao custo amortizado aumentaram significativamente, resultando num menor impacto nos rácios de P&L [‘profit and loss’] e capital”.
MC // CSJ
Lusa/Fim



