
Maputo, 11 jul 2022 (Lusa) — A Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB), principal produtora de eletricidade em Moçambique, anunciou hoje que atingiu os 7.965 Gwt (gigawatt)/hora no primeiro semestre deste ano na produção hidroenergética, aumento de 15% comparando com o mesmo perÃodo do ano passado.
“Trata-se de uma produção alcançada sem ocorrência de acidentes de trabalho e que ultrapassa as expectativas mais otimistas à mercê da disponibilidade hÃdrica e dos equipamentos de produção”, refere a HCB numa nota.
Para o presidente da HCB, os resultados vão permitir que a empresa reforce o financiamento de projetos de reabilitação que estão em curso em toda cadeia de produção, permitindo que a HCB continue a ser uma empresa estratégica.
“Temos o dever de gerir e operar a empresa de forma criteriosa, responsável e transparente para o alcance dos seus objetivos”, acrescentou Boavida Muhambe, citado também no comunicado.
A empresa referiu ainda que no primeiro semestre deste ano os recursos hÃdricos da albufeira situavam-se em 324,63 metros acima do nÃvel médio do mar, o que corresponde a 93% da sua capacidade útil de armazenamento.
“O alcance deste nÃvel de armazenamento resulta de medidas criteriosas adotadas durante a última época chuvosa”, explicou.
Por outro lado, segundo a nota da HCB, as ações da empresa na Bolsa de Valores de Moçambique continuam “apetecÃveis”, embora tenham tido um desempenho abaixo do preço da Oferta Pública de Venda realizada em 2019.
“As ações continuam apetecÃveis no mercado secundário, gerando transações consideráveis, sendo que até hoje a empresa procedeu ao pagamento de dividendos no valor total de 3,7 mil milhões de meticais [58 milhões de euros], o correspondente a 36% dos lucros”, revelou a nota.
O Estado moçambicano detém 85% das ações da HCB, 7,5% pertencem à Redes Energéticas Nacionais (REN) portuguesa, e 4% são de investidores nacionais, sendo os remanescentes 3,5% detidos pela própria HCB.
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