
Washington, 09 jul 2022 (Lusa) — O Departamento de Estado norte-americano anunciou hoje que vai impor restrições de viagem a 28 funcionários cubanos pelo seu papel na repressão aos protestos antigovernamentais de 11 de julho de 2021.
As restrições suspenderão “a entrada de não imigrantes nos Estados Unidos de funcionários e funcionários do Governo cubano e do Partido Comunista cubano”, segundo um comunicado divulgado esta manhã pelo Departamento de Estado e assinado pelo chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken.
Embora o anúncio não revele a identidade das pessoas que serão afetadas por estas sanções, especifica que entre elas há “membros de alto nÃvel” do Partido Comunista de Cuba, “responsáveis por determinarem as polÃticas nacionais e provinciais”.
O secretário de Estado acusa os funcionários de permitirem ou facilitarem a violência policial e a prisão de centenas de manifestantes.
Também estão incluÃdos nas restrições de viagem vários funcionários “que trabalham nos setores de comunicação e ‘media’ do Estado e que formulam e implementam polÃticas que restringem a capacidade dos cubanos de aceder e compartilhar informações livremente”, de acordo com o Departamento de Estado.
Esta não é a primeira vez que os Estados Unidos impõem restrições de visto a funcionários cubanos pelo seu papel na repressão dos protestos de 11 de julho.
Em janeiro, o Departamento de Estado fez um anúncio semelhante que afetou outros oito funcionários, cujas identidades também não foram reveladas.
Em 11 de julho de 2021, milhares de cubanos saÃram à s ruas na maior manifestação de protesto contra o Governo desde a revolução de 1959, queixando-se da falta de alimentos e medicamentos, com o regime a responder com repressão.
Aquilo que começou por ser uma manifestação pacÃfica nas ruas de Havana, rapidamente se transformou num movimento de protesto que se alargou a outras cidades e mesmo fora de fronteiras, com a polÃcia a fazer centenas de detenções e disparando sobre ativistas e dissidentes.
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