
Porto, 04 jul 2022 (Lusa) — O Sindicato Independentes dos Agentes de PolÃcia (SIAP) apontou hoje “grave falta de sensibilidade” a “alguns autarcas do Norte do paÃs” que se insurgiram com a incapacidade da PSP em disponibilizar agentes para comporem brigadas mistas na época balnear.
Num esclarecimento à agência Lusa, o lÃder do sindicato, Carlos Torres, referiu-se, especificamente ao presidente da Câmara da Póvoa de Varzim, distrito do Porto, que publicamente mostrou desagrado por a PSP não dar continuidade à iniciativa de cooperação para o patrulhamento da orla costeira, durante a época balnear.
Aires Pereira lembrou que esta iniciativa conjunta, que envolvia a polÃcia municipal local, e acontecia há cinco anos, era um serviço pago pelas autarquias à PSP, e “promovia um policiamento de proximidade e dissuasor do pequeno crime e da venda ambulante ilegal”, sendo executado “por agentes da PSP em folga, que eram remunerados pelo serviço”.
Em comunicado, o SIAP afirma que os “agentes não são escravos do poder local” e considera que os municÃpios “deviam estar informados sobre os problemas nacionais que existem na PSP, em relação à falta de efetivos”.
“Além de demonstrarem um profundo desconhecimento e desinteresse pela falta de recursos existentes do dispositivo policial do municÃpio a que presidem, denotam sobretudo uma grave falta de sensibilidade humana para com os agentes da PSP, que operam na sua divisão”, afirmou Carlos Torres, presidente do SIAP, citado na nota informativa.
O sindicato disse, ainda, que “não há polÃcias suficientes para assegurar este trabalho das brigadas mistas” e aponta que “não houve a mÃnima preocupação” por parte dos autarcas em reunir atempadamente com os comandantes da divisão policial da PSP, para perceberem se haveria efetivo suficiente para assegurar a continuidade das brigadas mistas este ano.
“Os polÃcias atualmente já fazem serviços remunerados em dias de folga, espero que os autarcas não queiram escravizar os polÃcias, retirando-lhes os já poucos dias de descanso que têm”, completou Carlos Torres.
O lÃder do SIAP lembra que tem vindo a alertar “para a falta de efetivos e forte falta de meios na PSP”, e desafia as autarquias a “dialogarem com o ministro da Administração Interna, José LuÃs Carneiro para travar este problema”.
“Não podemos clamar por um paÃs seguro com polÃcias a trabalharem de forma escrava e desumana, cabendo também aos lÃderes dos municÃpios terem um papel preponderante nesta matéria. O expectável é serem uma voz ativa neste desÃgnio e não uma voz crÃtica” concluiu o sindicalista.
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