
Porto, 03 jul 2022 (Lusa) — O presidente do PS, Carlos César, acusou hoje o novo presidente do PSD, LuÃs Montenegro, de ser “uma espécie de heterónimo polÃtico de Passos Coelho”, considerando que o futuro dos sociais-democratas “é o regresso ao passado”.
“LuÃs Montenegro é por isso um lÃder por conta, um lÃder em representação, LuÃs Montenegro é uma espécie de heterónimo polÃtico de Passos Coelho”, disse Carlos César, que liderou hoje a comitiva do PS que esteve no encerramento no 40.º Congresso do PSD, no Pavilhão Rosa Mota, no Porto.
Para o socialista, “este congresso é sobretudo marcado por uma ideia”, ou seja, “a de que futuro do PSD é o regresso ao passado”.
“LuÃs Montenegro é um totalista da maioria de direita que retirou aos portugueses o subsÃdio de Natal, de férias, que fez diminuir os salários e é estranho que neste discurso de encerramento, LuÃs Montenegro fale da necessidade de apoiar os idosos ou as pensões, quando em 2015 foi o PSD de LuÃs Montenegro, era um dos rostos mais notórios, pretendia retirar 600 milhões de euros à s pensões dos nossos reformados”, acusou.
Carlos César criticou ainda a “obsessão doentia pelo PS e pela crÃtica ao Governo do PS” e considerou que no que ao “paÃs interessa foi muito escassa a contribuição deste congresso e também do discurso do lÃder do partido hoje”.
“O PSD referencia-se como um partido que vive numa espécie de submundo polÃtico de derrotismo e do catastrofismo ignorando aquilo que tem sido um esforço real na sociedade portuguesa de progresso e de solidariedade”, apontou, considerando que o partido “vive um pouco desfocado da realidade”.
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