
DÃli, 27 jun 2022 (Lusa) — O antigo Presidente timorense apelou hoje à junta militar de Myanmar para libertar Aung San Suu Kyi, e manifestou consternação pela decisão de transferir para um complexo prisional e de manter em isolamento a lÃder deposta.
“Apelo à Junta Militar, que governa o paÃs, para libertar Aung San Suu Kyi e para seguir o caminho do diálogo e da tolerância, com vista a restauração da transição democrática do paÃs”, disse Xanana Gusmão, num apelo público enviado à Lusa.
“A minha solidariedade está com o povo de Myanmar, o qual tem de ser ouvido e respeitado. As minhas preces são para a Junta Militar, para que os seus responsáveis tenham a abertura e a lucidez de enveredar pela reconciliação de diferendos que conduzam a paz polÃtica e social”, salientou.
À própria Aung San Suu Kyi, Xanana Gusmão endereçou “uma palavra de encorajamento por tudo o que tem feito pelo paÃs em prol da democracia, quer antes da mudança de regime, quer, até recentemente, antes de ser privada da sua liberdade”.
Na semana passada, a lÃder deposta de Myanmar (antiga Birmânia) foi transferida de um local de detenção secreto para uma prisão na capital do paÃs, Naypyidaw.
Suu Kyi, de 77 anos, foi detida a 01 de fevereiro de 2021, na sequência de um golpe militar.
A ex-responsável tem estado a ser julgada por vários crimes, tendo sido já condenada a 11 anos de prisão por ter importado e ter ilegalmente na sua posse ‘walkie-talkies’ e violar as restrições de combate à pandemia de covid-19.
Nobel da Paz em 1991, Aung San Suu Kyi passou cerca de 15 anos detida durante um anterior regime militar, mas esteve quase todo esse perÃodo em prisão domiciliária na residência familiar, em Rangum, a maior cidade do paÃs.
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