
Lisboa, 18 mai 2022 (Lusa) — Mais nove casos de infeção pelo vÃrus Monkeypox foram confirmados em Portugal, totalizando 14, anunciou hoje a Direção-Geral da Saúde, adiantando que estão a ser feitos inquéritos epidemiológicos para identificar cadeias de transmissão e potenciais novos casos.
A DGS adianta, em comunicado, que os casos identificados se mantêm em acompanhamento clÃnico, encontrando-se estáveis.
Os novos casos foram confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) ao final da tarde de hoje, existindo ainda duas amostras em análise.
Relativamente aos restantes casos suspeitos, a DGS refere que as amostras ainda serão remetidas para análise pelo INSA.
Neste momento, afirma no comunicado, “decorrem ainda os inquéritos epidemiológicos, com o objetivo de identificar cadeias de transmissão e potenciais novos casos e respetivos contactos”.
A autoridade de saúde apela à s pessoas que apresentem lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço, para procurar aconselhamento clÃnico.
Recomenda ainda que, “perante sintomas suspeitos, o indivÃduo deverá abster-se de contactos fÃsicos diretos”, explicando que “a abordagem clÃnica não requer tratamento especÃfico, sendo a doença habitualmente autolimitada em semanas”.
Em declarações ao inÃcio da tarde aos jornalistas, no Porto, a diretora do Programa Nacional para as Infeções Sexualmente TransmissÃveis e VIH confirmou que os cinco primeiros casos confirmados foram detetados numa clÃnica ligada a doenças sexualmente transmissÃveis em homens jovens com idades entre os 20 e os 50 anos.
“Foram identificados em contexto de atendimento numa clÃnica de doenças sexualmente transmissÃveis porque apresentavam lesões genitais. É verdade que são casos de homens que têm sexo com homens, mas essa pode só ter sido a forma como foi dado o alerta. Ainda não sabemos mais. Não está descrita, classicamente, a via de transmissão sexual [como passÃvel de causar esta infeção], mas há transmissão por contacto próximo, Ãntimo e prolongado”, descreveu Margarida Tavares.
Todas as situações, frisou, estão localizadas na região de Lisboa e Vale do Tejo.
“Mas para já não sabemos se existe relação. E sim, pode haver dispersão pelo paÃs”, acrescentou.
O vÃrus Monkeypox é do género OrtopoxvÃrus (o mais conhecido deste género é o da varÃola) e a doença é transmissÃvel através de contacto com animais, ou ainda contacto próximo com pessoas infetadas ou com materiais contaminados.
A doença é rara e, habitualmente, não se dissemina facilmente entre os seres humanos.
Esta é a primeira vez que é detetada em Portugal infeção pelo vÃrus Monkeypox.
Em 2003 foram reportados nos Estados Unidos da América algumas dezenas de casos.
Também o Reino Unido reportou, recentemente, casos semelhantes de lesões ulcerativas, com a confirmação de infeção por vÃrus Monkeypox.
A DGS e o INSA mantêm-se a acompanhar a situação a nÃvel nacional e em articulação com as instituições europeias.
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