
Bruxelas, 17 mai 2022 (Lusa) — A ministra da Defesa, Helena Carreiras, disse hoje acreditar que os obstáculos colocados pela Turquia à adesão de Suécia e Finlândia à NATO serão ultrapassados, afirmando que essa é a convicção geral entre todos os Estados-membros.
À saÃda de um Conselho de Negócios Estrangeiros da União Europeia na vertente de Defesa, em Bruxelas, naquela que foi a sua primeira reunião ao nÃvel dos 27 desde que assumiu o cargo, Helena Carreiras confirmou que “houve um apoio generalizado à adesão da Finlândia e da Suécia, mas também a convicção de que essas divergências com a Turquia, que a Turquia colocou, vão ser ultrapassadas”.
“O tom geral é que conseguiremos ultrapassar essas divergências. Os paÃses estão a conversar e acreditamos que sim”, afirmou, depois de, na véspera, o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ter renovado a ameaça de que Ancara vetará a entrada da Finlândia e da Suécia na NATO se estes paÃses mantiverem a sua polÃtica de “acolhimento de guerrilheiros curdos”.
Na véspera, à saÃda de uma reunião dos chefes de diplomacia da UE, também em Bruxelas, o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, manifestou-se igualmente convicto de que “há uma boa base de diálogo que já está em curso entre a Turquia e a Finlândia e a Suécia” e que estes três paÃses “saberão encontrar uma plataforma de consenso”.
Já questionada sobre as crÃticas do PCP ao “explÃcito empenho do Governo português” no apoio manifestado à candidatura da Finlândia e da Suécia à NATO, a ministra da Defesa limitou-se a declarar que “é a vontade legÃtima de dois paÃses soberanos, que apresentarão a sua candidatura procurando reforçar a sua segurança com esse movimento”.
“Portanto, temos de respeitar e acolher essa vontade soberana desses paÃses”, concluiu.
Na segunda-feira, em comunicado, o PCP deplorou “o explÃcito empenho do Governo português neste novo alargamento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e na escalada da confrontação”, no que classificou como “uma clara expressão de submissão aos interesses dos Estados Unidos da América (EUA)”.
À saÃda da reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros celebrada na segunda-feira em Bruxelas, o chefe da diplomacia portuguesa reiterou que “a posição do Governo português será de acolhimento muito positivo e de apoio para a adesão rápida da Suécia e da Finlândia”, sublinhou a necessidade de “um processo de adesão acelerado”, atendendo ao atual contexto da agressão militar russa na Ucrânia, e disse mesmo contar que Portugal esteja entre membros da Aliança “mais rápidos” a ratificação a adesão dos dois paÃses.
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