
Vila Franca de Xira, Lisboa, 29 abril 2022 (Lusa) – O Vilafranquense já carimbou a permanência na II Liga de futebol, mas o técnico Filipe Gouveia revela que o objetivo passa agora por vencer os três últimos jogos e atingir os 50 pontos.
“Faltam nove pontos para conquistar e vamos à procura de chegar aos 50 pontos, pois o grupo é ambicioso”, disse em declarações a agência Lusa o treinador, que assumiu a liderança da equipa à quarta jornada, substituindo Carlos Pinto no cargo.
No domingo, os ribatejanos recebem o Benfica B, pelas 11:00, visitando depois o lÃder Casa Pia (dia 7), antes de terminarem o campeonato com a receção ao Trofense.
Em caso de triunfos, a equipa de Vila Franca de Xira, que está em nono lugar, com 41 pontos, ainda pode subir na tabela classificativa.
Sobre a temporada, a melhor de sempre do Vilafranquense na II Liga de futebol, Filipe Gouveia mostrou-se extremamente satisfeito com a marca e recordou que quando assumiu o comando técnico a equipa ocupava o último lugar.
“Quando entrámos, o objetivo era a manutenção, visto que ocupávamos último lugar, e certo é que na primeira volta ainda conseguimos fazer 19 pontos e nesta segunda já fizemos 22”, nota, dissipando dúvidas sobre a boa temporada.
Em 31 jornadas já disputadas, o emblema de Vila Franca de Xira somou 10 vitórias, 11 empates e 10 derrotas.
“Estou muito satisfeito pela época que temos feito, mas o grande mérito é dos jogadores, porque eles é que acreditaram na proposta que fizemos e têm sido fantásticos, quer nos treinos, quer nos jogos”, sublinhou, acrescentando que os atletas “têm sido a chave mestra deste sucesso”.
Além de já ser a melhor época no segundo escalão, num total de três participações, a equipa atravessa a melhor fase da temporada.
Os ribatejanos venceram três dos últimos quatro compromissos e pontuam há seis rondas consecutivas.
“Houve vários jogadores que foram titulares e outros que foram sendo opção, mas o grande segredo para este bom perÃodo tem sido a coesão e equilÃbrio do grupo”, atira.
Os guarda-redes LuÃs Ribeiro e Adriano Facchini e os laterais-direitos Edu Machado e Mike Moura, a tÃtulo de exemplo, somam “sensivelmente” o mesmo tempo de jogo durante toda a temporada, acrescenta.
Todavia, o facto de a equipa jogar em Rio Maior continua a ser uma “pedra no sapato”.
“QuerÃamos que os nossos adeptos não tivessem de se deslocar uma hora de carro para assistir aos nossos jogos, mas temos de nos adaptar à s situações”, lamenta o técnico, que esta época viu a equipa quebrar o “mito” de que o Vilafranquense não conseguia vencer em casa.
Cinco dos triunfos dos ribatejanos foram alcançados na condição de anfitriões, sendo que três deles foram consecutivos.
“Desmistificámos esse mito e isso foi bom para o grupo ganhar confiança”, salienta.
Sobre o futuro, Filipe Gouveia, que tem contrato até ao final da temporada, deixa tudo em aberto.
“Tenho preferência por ficar por aqui, pois já conheço a realidade, mas no futebol tudo muda muito rápido”, afirma, lembrando que há duas épocas treinava na Arábia Saudita.
Â
RYRA //Â AJO
Lusa/Fim



