
Redação, 28 abr 2022 (Lusa) — Os sindicatos e a ANA — Aeroportos de Portugal, detida pela Vinci, não chegaram a acordo sobre a revisão salarial e a empresa decidiu avançar com aumentos de 1,5%, indicou fonte oficial do grupo à Lusa.
“Promovendo e privilegiando o diálogo social, foram realizadas, no último ano, mais de 20 reuniões com os sindicatos com o propósito de obter consenso sobre o Acordo de Empresa [AE] em geral, e sobre a revisão salarial em particular nos últimos meses, não tendo sido possÃvel nenhum acordo”, adiantou a empresa que gere os aeroportos nacionais.
“Depois de um ano de negociações, a ANA continua empenhada na manutenção dos postos de trabalho e visando a melhoria das condições dos trabalhadores”, garantiu, referindo que “não as condicionando a negociações mais prolongadas no tempo, entendeu a Comissão Executiva da ANA Aeroportos de Portugal fazer uma atualização, através de um ato de gestão, à tabela salarial I correspondente a um aumento de 1,5%: um aumento imediato de 1% – assim como à s cláusulas de expressão pecuniária indexantes a esses nÃveis – com efeitos a 01 de abril de 2022.
Além disso, “acresce um aumento de 0,5% em dezembro, sujeito ao nÃvel de regularidade de atividade, com retroativos a 01 de junho de 2022”, referiu.
Além da revisão da tabela salarial, a ANA recordou que “procedeu ao pagamento de uma recompensa extraordinária aos trabalhadores e irá no próximo mês efetivar as evoluções” na carreira “como previsto”, garantindo que mantém “toda a abertura e disponibilidade para a convergência de propostas”.
O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava) e o Sindicato Democrático dos Trabalhadores dos Aeroportos e Aviação (SINDAV) criticaram, num comunicado, a postura da empresa nas negociações salariais. “A empresa, depois de três reuniões com os sindicatos, resolveu pôr fim à s negociações e anunciou, com pompa e circunstância, um ato de gestão para os trabalhadores”, lê-se na nota.
“Os sindicatos não aceitaram o encerramento das negociações da justa e devida revisão salarial dos trabalhadores da ANA, avançando para o Ministério do Trabalho com um pedido de conciliação”, que se realizou na terça-feira, referiram, salientando que “a empresa, mais uma vez, desrespeitou os sindicatos ao não responder aos mesmos, ou seja, à s propostas apresentadas pelos sindicatos, nada disse, nem quis saber”.
Os sindicatos indicaram que “apresentaram em mesa de conciliação” uma “atualização da Tabela Salarial e cláusulas de expressão pecuniária indexantes em 1,7%, com efeitos a 01 de janeiro de 2022, sendo que 1,3% pagos agora e 0,4% em dezembro”, bem como a “atualização do regime remuneratório da assistência e da disponibilidade, previsto no Regulamento de Disponibilidade e Assistência, em 1,7%, com efeitos a 01 de janeiro de 2022”.
Além disso, referiram, propuseram “atualização do valor pago a tÃtulo de anuidades em 0,6% do nÃvel R5 da Tabela Salarial I, com efeitos a 01 de janeiro de 2022” e o “aumento do valor pago a tÃtulo de subsÃdio de refeição” (186 euros).
“Não tendo a nossa proposta sido merecedora de aceitação pela empresa, o que lamentamos, anunciámos, desde logo, que vamos requerer a Mediação ao Ministério do Trabalho nos termos da lei”, remataram.
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ALYN // JNM
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