
Sarajevo, 21 abr 2022 (Lusa) — A justiça da Bósnia-Herzegovina absolveu hoje um antigo comandante da polÃcia, considerado sÃmbolo da defesa de Sarajevo contra as forças sérvias bósnias na década de 1990, e três dos seus colegas, julgados pela execução de oito prisioneiros sérvios.
O tribunal da Bósnia-Herzegovina considerou em comunicado que “não ficou provado” que Dragan Vikic e os três restantes polÃcias “tenham cometido os atos criminais de que estavam acusados”.
As oito vÃtimas, soldados sérvios incorporados no Exército Popular Jugoslavo (JNA), foram capturados nos arredores de Sarajevo em 1992 após uma avaria no seu veÃculo.
Os detidos foram conduzidos para um parque, mortos a tiro e os seus corpos retirados do local para dissimular a execução sumária. Apenas foram encontrados os restos parciais de duas das vÃtimas.
Dois dos polÃcias estavam acusados de participação direta nas mortes. Dragan Vikic e um coacusado foram indiciados por não terem impedido as execuções nem sancionado os seus autores.
À saÃda do tribunal, dezenas de pessoas, incluindo alguns dos seus antigos correligionários, aclamaram Vikic, que na ocasião dirigia uma unidade especial do Ministério do Interior bósnio, indicaram os ‘media’ locais.
“Dragan Vikic é o herói da nossa cidade!”, lia-se em alguns dos cartazes exibidos pelos seus apoiantes.
A guerra civil interétnica na Bósnia-Herzegovina (1992-1995), que opôs muçulmanos, sérvios e croatas, provocou mais de 100.000 mortos e cerca de dois milhões de refugiados e deslocados.
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