
Lisboa, 19 jul 2022 (Lusa) – O Chega defendeu hoje o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras nas escolas e considerou ser “hora de o Governo acabar com esta restrição” que “só está a prejudicar as crianças”.
Uma delegação do partido, liderada pelo presidente, André Ventura, esteve hoje junto a uma colégio frequentado apenas por rapazes a distribuir panfletos onde se lia “Tirem as mordaças à s nossas crianças”, mas também fotografias e autógrafos a pais e alunos.
“Nós queremos fazer este sinal polÃtico de que é hora de o Governo acabar com esta restrição que eventualmente se poderá ter justificado num determinado momento, mas que neste momento só está a prejudicar as crianças”, disse o lÃder do Chega aos jornalistas.
André Ventura justificou que a “pneumologista Raquel Duarte, que lidera a equipa consultiva do Governo, já veio dizer que não faz sentido manter as máscaras nas escolas” e que o “Conselho Nacional de Educação deixou a mesma recomendação”.
E defendeu que a obrigatoriedade do uso de máscara nas salas de aula decorrente da pandemia de covid-19 é “completamente absurda” e as “crianças estão a ser grandemente afetadas”, pedindo o regresso da “normalidade da vida das crianças e dos adolescentes”.
O presidente do Chega salientou também que, apesar de esta “ação polÃtica” se ter focado nos estabelecimentos de ensino, o partido defende o fim do uso de máscara em todos os espaços públicos e considerou que “é momento de libertar o paÃs”.
E exemplificou: “Temos em discotecas toda a gente sem máscara e nas escolas toda a gente com máscara, isto não faz sentido nenhum”.
Ainda assim, apontou que é possÃvel “manter algumas recomendações durante o perÃodo em que se justificar”, acabando as obrigações.
Segundo o lÃder do Chega, esta iniciativa vai repetir-se “em vários estabelecimentos de ensino nesta semana que é crucial”.
Na altura, André Ventura foi questionado sobre a entrega, por parte do Chega, de um projeto de resolução que propõe a rejeição do Programa de Estabilidade 2022-2026, que irá ser debatido na Assembleia da República na quarta-feira.
O presidente do Chega confirmou que a iniciativa “já deu entrada hoje” no parlamento e criticou que “as metas, os objetivos e as condições” deste documento do Governo “não foram em nada alteradas com a situação da guerra na Ucrânia”.
E salientou que o partido quer dar “um sinal polÃtico também à direita” porque “as pessoas têm de perceber quem é que está a apontar caminhos alternativos e a fazer oposição e quem é que está ali para segurar o Governo e acha sempre muito mau contrariar ou confrontar António Costa”.
Portugal registou, na semana de 05 a 11 de abril, 59.434 casos de infeção pelo coronavÃrus SARS-CoV-2, 145 mortes associadas à covid-19 e um aumento de doentes internados, indicou hoje a Direção-Geral da Saúde (DGS).
A mortalidade especÃfica por covid-19 está estável em Portugal, mas continua com valores acima do limiar definido a nÃvel europeu, avança o relatório semanal sobre a situação epidemiológica do paÃs divulgado na sexta-feira.
Segundo o boletim epidemiológico semanal da DGS, o número de casos confirmados de infeção desceu 2.528 em relação à semana anterior, registando-se também uma redução de sete mortes na comparação entre os dois perÃodos.
De acordo com o ‘site’ estatÃstico Our World in Data, Portugal é o sétimo paÃs da União Europeia com mais novos casos diários de covid-19 por milhão de habitantes na última semana mas as mortes diárias atribuÃdas à doença mantêm-se estáveis.
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