
Pequim, 14 abr 2022 (Lusa) — O Presidente chinês, Xi Jinping, disse hoje que a China deve manter a polÃtica de tolerância zero à covid-19, sinalizando a manutenção das rÃgidas medidas antipandemia no paÃs, apesar dos crescentes custos económicos e sociais.
Entre as regiões afetadas nas últimas semanas por medidas de confinamento estão Xangai, a “capital” financeira do paÃs, o centro tecnológico de Shenzhen e os importantes centros industriais de Changchun e Jilin.
Isto numa altura em que a maior parte do mundo elimina restrições, passando a coexistir com a doença.
“Devemos persistir e colocar as pessoas acima de tudo, as vidas acima de tudo (…) Devemos aderir à precisão cientÃfica”, disse Xi Jinping, durante uma visita à ilha de Hainan, no extremo sul do paÃs, segundo a imprensa estatal.
“A atual pandemia global ainda é muito grave e não podemos relaxar o trabalho de prevenção e controlo. Só com persistência sairemos vencedores”, afirmou.
O coronavÃrus surgiu pela primeira vez na cidade chinesa de Wuhan, no final de 2019. O bloqueio de Wuhan limitou significativamente a propagação do vÃrus no paÃs.
Até aos surtos recentes, a China conseguiu praticamente extinguir a doença dentro das suas fronteiras. Desde o segundo trimestre de 2020 e até há alguns meses, enquanto várias partes do mundo enfrentavam medidas de confinamento, a vida decorria com normalidade no paÃs asiático.
A estratégia chinesa é fonte de intenso orgulho para o Partido Comunista Chinês (PCC) e foi apontada por Xi como prova de “superioridade” do sistema polÃtico autoritário chinês, face à democracia de estilo Ocidental.
Mas os novos surtos, provocados pela altamente contagiosa variante Ómicron, rapidamente se espalharam por várias provÃncias e cidades do paÃs.
As autoridades de Xangai anunciaram hoje que mais de 27.000 casos foram detetados nas últimas 24 horas, um número recorde no paÃs.
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