
Lisboa, 22 mar 2022 (Lusa) – Um dos três detidos no caso das agressões a polÃcias à porta de uma discoteca em Lisboa e que vitimou mortalmente um deles foi hoje libertado pelo Ministério Público, disse à Lusa fonte ligada ao processo.
Segundo adiantou a mesma fonte, o suspeito, civil, que se encontrava detido no estabelecimento prisional anexo à PolÃcia Judiciária, foi presente ao Ministério Público (MP) e após ser inquirido foi libertado.
O mesmo arguido ficou dispensado de ser interrogado por um juiz na quarta-feira no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, ao contrário dos outros dois suspeitos, ambos fuzileiros e que estão detidos na prisão militar de Tomar.
Os dois fuzileiros foram detidos na segunda-feira por suspeitas do homicÃdio de um agente da PSP e agressões a outros quatro, na madrugada de sábado, vão passar esta noite na prisão militar de Tomar.
A fonte precisou que a investigação que causou a morte ao agente da PSP Fábio Guerra prossegue, mas que, até ao momento, não houve mais detenções.
Fonte da direção da PJ disse na segunda-feira à Lusa que os dois fuzileiros são suspeitos de homicÃdio qualificado e ofensa à integridade fÃsica também qualificada pela morte de um agente da polÃcia e agressão a outros quatro, junto à discoteca MOME, em Lisboa.
A mesma fonte esclareceu, na altura, que foram efetuadas buscas domiciliárias e não domiciliárias aos três arguidos então detidos, nomeadamente à s residências, viaturas “e aos objetos pessoais dos fuzileiros que estavam na unidade militar”, agradecendo “a estreita colaboração da Marinha na realização das diligências” policiais.
Em comunicado a PJ tinha divulgado que, no âmbito do inquérito do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa tinha detido fora de flagrante delito de três homens portugueses de 24, 22 e 21 anos, suspeitos de homicÃdio qualificado e ofensa à integridade fÃsica qualificada.
Contudo, refere a nota, “a investigação prossegue com vista à eventual identificação de outros envolvidos e ao cabal esclarecimento dos factos”.
O agente Fábio Guerra, de 27 anos, morreu na segunda-feira, no Hospital de São José, em Lisboa, devido à s “graves lesões cerebrais” sofridas na sequência das agressões de que foi alvo.
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