
Lisboa, 19 mar 2022 (Lusa) — O BE quer que o Orçamento do Estado “acautele a espiral de inflação” e proteja as pessoas com maiores dificuldades da escalada de preços dos bens e serviços essenciais, defendendo um apoio aos refugiados da guerra na Ucrânia.
Questionado pela agência Lusa sobre quais serão as prioridades adicionais do BE para o Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) tendo em conta as consequências da invasão da Ucrânia pela Rússia, o lÃder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, começou por ressalvar que o partido ainda não conhece o documento.
Tendo em conta os impactos da guerra gerada pela invasão da Ucrânia pela Rússia, Pedro Filipe Soares defendeu que “é plausÃvel e necessário que o Governo, no próximo Orçamento do Estado, acautele a espiral de inflação” a que se está a assistir, em particular de bens e serviços essenciais.
“Apesar de o primeiro-ministro ter dito em campanha eleitoral que apresentaria o mesmo orçamento, a vida tem demonstrado que isso não é viável porque as circunstâncias se têm alterado e por isso, não conhecendo o orçamento vou-me focar na resposta à quilo que especificamente a guerra deve levar a que seja considerado no Orçamento do Estado e não a um conjunto de outras matérias que nós já tÃnhamos identificado”, explicou.
“E num universo muito especÃfico que é o universo de pessoas que têm uma fragilidade económica que os tornam mais expostas a estas alterações de preços. Todos estamos a identificar esse aumento do preço dos serviços e bens essenciais e eles estão a ser visÃveis no aumento que a inflação está a ter em todo o mundo. Portugal não é exceção”, justificou.
Havendo “muita fragilidade económica” em muitas casas, segundo o dirigente bloquista, “é necessário que o Orçamento do Estado tenha uma resposta para essas necessidades”.
De acordo com Pedro Filipe Soares, é necessário que a proposta orçamental preveja o apoio aos refugiados da guerra, “quer o apoio nacional quer à escala europeia em que Portugal também deve participar”.
“É um esforço exigente, mas ao qual o próximo orçamento também não deve faltar”, apelou.
Questionado sobre a necessidade do OE2022 responder concretamente à escalada do preço dos combustÃveis, o dirigente do BE reiterou que é preciso “acautelar que serviços e bens essenciais não faltem a quem deles precisa e que não sejam criadas barreiras económicas adicionais que resultam desta escalada de preços”.
“Aquilo que já era uma urgência no passado, como por exemplo a descida do IVA da eletricidade, mantém-se agora com uma pertinência ainda maior”, afirmou.
Para Pedro Filipe Soares é preciso repensar impostos sobre os combustÃveis sobretudo no contexto atual em que os combustÃveis “são tão caros e são tão importantes na formação dos preços de bens e serviços essenciais”.
“Nós temos que acautelar essas circunstâncias, essas consequências e, porventura, ter uma outra visão da fiscalidade sobre os combustÃveis. Vivemos uma situação extraordinária no que toca à formação de preços da energia em geral, não só dos combustÃveis, mas da energia porque estão todos interligados e isso deve levar também a que nós tenhamos medidas extraordinárias para responder a este perÃodo extraordinário”, propôs.
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