Espetáculo “Cochinchina” de Sandra Barata Belo leva Afonso Cruz ao teatro S. Luiz

Lisboa, 21 fev 2022 (Lusa) — A peça “Cochinchina”, com que Sandra Barata Belo encerra a trilogia de adaptação de obras literárias ao teatro, sobe a partir de 02 de março ao palco do Teatro S. Luiz, em Lisboa.

“Cochinchina”, que parte da obra “Princípio de Karenina”, de Afonso Cruz, um relato da carta de um homem à filha que não conheceu, narrando-lhe a sua vida desde a infância, terá quatro récitas no S. Luiz, depois de ter estado em palco no Teatro Meridional.

Com banda sonora original de Samuel Úria, “Cochinchina” é a terceira obra de uma “trilogia de cartas de amor e morte que Sandra Barata Belo iniciou com ‘Morreste-me’, de José Luís Peixoto, estreada em 2013, seguindo-se ‘Carta de uma Desconhecida’, de Stefan Zweig, estreada em 2015”, podia ler-se no texto de apresentação da peça, aquando da estreia, em Loulé, no mês passado.

A história começa no seio familiar, no qual o protagonista evidencia a forma como seu pai revelava pânico face ao mundo desconhecido.

A obra aborda a “dualidade” que marca a vida de um homem, “entre o que está dentro da sua porta e para além dela” ou o que o “inibe ou fascina” no estrangeiro, refere a sinopse.

“Até ao dia em que uma empregada da Cochinchina vem trabalhar para sua casa e quebra todas as fronteiras criadas, primeiramente pelo pai e depois por ele. A partir daqui, há uma luta constante entre o amor e a desilusão, a coragem e a cobardia, entre ir ou ficar, e estranhamente está tudo certo”, acrescenta.

Com dramaturgia, adaptação e encenação de Sandra Barata Belo, a interpretar estão Vítor D’Andrade, Margarida Vila-Nova e Patrícia André.

O espaço cénico é de Rui Francisco, o desenho de luz, de Tasso Adamapoulos, os figurinos, de Katty Xiomara e, a música, de Samuel Úria.

Na sonoplastia está Nanu Figueiredo, no movimento, Cláudia Nova e, na operação de som e luz, Catarina Côdea.

Com produção executiva da Cassefaz e produção de Beladona, “Cochinchina”, que se estreou em Loulé no passado dia 15 de janeiro, terá sessões na sala Luis Miguel Cintra, de quarta-feira a sexta, às 20:00, e, ao domingo, às 17:30.

CP (MHC) / MAG

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