
Pequim, 20 fev 2022 (Lusa) — A China despediu-se hoje dos Jogos OlÃmpicos de Inverno marcados por um boicote diplomático, e pela pandemia de covid-19, numa cerimónia em que o presidente do Comité OlÃmpico Internacional (COI) apelou à massificação do acesso à s vacinas.
No encerramento dos Jogos, que classificou como “inesquecÃveis”, Thomas Bach pediu a comunidade internacional que trabalhe de forma a que todos os paÃses “tenham acesso igual a vacinas”, invocando a “solidariedade do espÃrito olÃmpico”.
“Vamos deixar para trás este episódio [pandemia] e ser mais rápidos, apontar mais alto e ser mais fortes, vamos fazer isso juntos”, afirmou o presidente do COI, aludindo ao lema dos Jogos OlÃmpicos.
Na presença do presidente chinês, Xi Jinping, Bach considerou que Pequim organizou uma competição “fantástica” em instalações “magnÃficas”, recordou todos os que foram impedidos de competir devido à covid-19, e enalteceu o espÃrito de união dos atletas.
“O poder unificador dos Jogos OlÃmpicos é maior do que as forças que nos possam dividir. Oxalá todos os lÃderes polÃticos se inspirem no vosso exemplo de solidariedade e paz”, disse Bach, antes de “convocar” todos a marcarem presença, em 2026, nos Jogos que decorrerão em Milão e Cortina d’Ampezzo, na Itália.
Pequim, que se juntou a Tóquio como a segunda cidade a organizar competições olÃmpicas em tempo de pandemia, será ainda palco dos Jogos ParalÃmpicos de Inverno, que decorrerão entre 04 e 13 de março.
Na origem da ausência de representantes diplomáticos de paÃses como Estados Unidos, Reino Unidos, Canadá e Austrália estiveram o desrespeito pelos direitos humanos na China, nomeadamente a perseguição à população uighur em Xinjiang, o tratamento aos tibetanos e a repressão de liberdades em Hong Kong.
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