
Washington, 16 fev 2022 (Lusa) – Os membros do Comité da Fed mostram-se a favor de um aumento das taxas de juro a um ritmo mais rápido do que o registado no último perÃodo de recuperação, revelam as atas da última reunião.
De acordo com as atas da reunião de polÃtica monetária dos dias 25 e 26 de janeiro, divulgadas hoje, “a maioria” dos membros do Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) da Reserva Federal norte-americana (Fed) “sugeriu que um ritmo mais rápido de aumentos” nas taxas de juro “do que no perÃodo pós-2015 provavelmente seria justificado, caso a economia evolua em linha com a expectativa”.
Ainda assim, sublinharam que o caminho adequado da polÃtica monetária dependeria de fatores económicos e desenvolvimentos financeiros e das implicações para as perspetivas e dos riscos em torno das mesmas, pelo que irão atualizar as suas avaliações em cada reunião.
Segundo as atas, vários membros do FOMC também sinalizaram que “seria apropriada uma redução significativa do tamanho do balanço” dado o atual nÃvel de tÃtulos detidos pelo banco central norte-americano.
O banco central manteve na última reunião as taxas de juro entre 0% e 0,25%, mas antecipou que com “a inflação bem acima de 2% e um mercado de trabalho forte” espera que “em breve seja apropriado” subir o intervalo da taxa de juros federais.
O presidente da Fed, Jerome Powell, explicou, na altura, que os dados do mercado de trabalho e a inflação bem acima da meta de 2% revelam que a economia já não precisa do apoio contÃnuo à polÃtica monetária. O banco central anunciou ainda que irá continuar a reduzir o ritmo mensal das compras lÃquidas de ativos, com o objetivo de terminarem no inÃcio de março.
“A economia já não precisa mais de contÃnuos altos nÃveis de apoio à polÃtica monetária. É por isso que estamos a eliminar gradualmente as nossas compras de ativos e, por isso, esperamos que em breve seja apropriado aumentar o intervalo para a taxa de fundos federais”, frisou Jerome Powell, em conferência de imprensa, após o fim da reunião de dois dias do FOMC.
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