
São Paulo, 31 jan 2022 (Lusa) — O Brasil reduziu sua dÃvida pública de 88,6% para 80,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e seu défice fiscal nominal de 13,6% para 4,4% do PIB m 2021, o menor desde 2013, informou hoje o Banco Central do paÃs.
A maior economia da América Latina apertou o cinto em 2021 para tentar aliviar a crise fiscal pela qual está passando, depois dos enormes gastos que teve em 2020 devido à pandemia de coronavÃrus, que este ano está acelerando novamente devido à estipe ómicron do vÃrus SARS-Cov-2.
A forte redução de 9,2 pontos no défice público nominal brasileiro, que inclui o pagamento de juros da dÃvida, foi impulsionada pelo bom desempenho do setor público consolidado, que inclui os governos central, regional e municipal, e algumas empresas públicas.
Nesse contexto, as contas consolidadas do setor público registaram excedente de 64,7 mil milhões de reais (cerca de 10,8 mil milhões de euros) em 2021, equivalente a 0,75% do PIB e o primeiro valor positivo desde 2013.
Isso também levou o paÃs sul-americano a registar seu menor défice fiscal nominal em relação ao PIB desde 2013, quando foi de 2,96%.
Segundo o Banco Central brasileiro, a dÃvida pública fechou dezembro passado em 7 biliões de reais (1,1 biliões de euros), o equivalente a 80,3% do PIB, ante 88,6% do PIB no último mês de 2020.
O órgão emissor indicou que esta redução da dÃvida pública se deve principalmente ao crescimento nominal do PIB, resgates de dÃvida lÃquida e incorporação de juros.
De acordo com a última previsão do mercado financeiro, o PIB do Brasil cresceu 4,50% em 2021, após cair 3,9% em 2020 como resultado dos estragos económicos causados pela covid-19.
Para este ano, em que haverá eleições presidenciais, regionais e legislativas, os analistas financeiros estão mais pessimistas e projetam um crescimento económico do Brasil de apenas 0,3%.
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