
Monte Abraão, Sintra, 22 jan 2022 (Lusa) — O presidente da Iniciativa Liberal (IL) andou hoje pela feira do Monte Abraão, em Sintra, à procura de uma mochila para carregar a “responsabilidade de mudar Portugal”, mas não encontrou nem o tamanho, nem a cor pretendida.
“É muito pesada a responsabilidade de mudar Portugal”, comentou João Cotrim Figueiredo, dizendo que a mochila que usa atualmente está “por um fio”, tal como o paÃs, e a necessitar de ser substituÃda, assim como o governo.
Contudo, até 30 de janeiro, o liberal tem esperança de encontrar uma mochila adequada que aguente também com as 600 páginas do seu programa eleitoral e as muitas medidas propostas para mudar o paÃs.
Além das mochilas, Cotrim Figueiredo virou a sua atenção para as tendas onde se vendiam malas e pastas, mas também aà não conseguiu encontrar e comprar nada que lhe agradasse.
“Não havia malas, nem pastas, mas não estou nada preocupado com isso”, sublinhou, entre sorrisos e numa clara alusão à possibilidade de assumir determinada pasta em caso de integrar um governo de direita.
Para, logo de seguida, dizer que após as eleições legislativas vai discutir polÃticas e, só depois, ver o “tamanho e cor” da mala a comprar.
E, enquanto ia percorrendo o recinto da feira e tirando `selfies´, o presidente da IL garantiu que não irá viabilizar um governo do PS, PCP, BE ou Chega.
Falando que a sua posição é, neste aspeto, “clarÃssima”, o liberal teve a oportunidade de comprar um “relógio anti-Chega”, isto segundo o feirante, mas optou por não o fazer por já ter muitos.
“Não puxe por mim”, pediu o liberal que, pelo caminho, se cruzou com uma comitiva do PSD onde, além de abraços, houve votos de boa sorte de ambas as partes.
A comitiva da IL, sem fazer concorrência aos demais feirantes, ia “vendendo o seu produto” e apregoando que com eles “é tudo a 15% de IRS”.
A meio do percurso, João Cotrim Figueiredo foi interpelado por uma senhora que, mais do que o IRS, estava preocupada com o estado da saúde em Portugal, nomeadamente com o facto de estar sem médico de famÃlia há oito anos.
“Consegue fazer algo? É que para ter consulta tenho de ir para a porta do centro de saúde à 01:00”, frisou.
O presidente liberal garantiu que a saúde é uma das suas bandeiras, estando empenhado em reformar o Sistema Nacional de Saúde (SNS) e acabar com situações semelhantes.
Apesar dos gritos “dia 30 Portugal é liberal” que assinalavam a presença da comitiva, Cotrim Figueiredo conseguiu ouvir um feirante dizer “este é dos bons, que eu sei, gosto de o ouvir falar” e, na abordagem, perguntou se tal afirmação era suficiente para contar com o seu voto.
Aproveitando a atenção do dirigente liberal, o feirante aproveitou para queixar-se do preço a pagar pela ocupação do espaço, algo partilhado por outros.
“Fomos os primeiros a ir para casa, por isso, o que peço é que se lembre de nós no futuro e não apenas nas campanhas”, vincou uma comerciante de azeite.
Cotrim Figueiredo sublinhou que costuma ir à s feiras, não só em perÃodo de campanha polÃtica, porque gosta daquele “clima de confusão organizada” de pessoas a fazer pela vida.
SVF // JPS
Lusa/Fim



