
Redação, 19 jan 2022 (Lusa) — A Letónia confirmou hoje que vai oferecer ajuda militar à Ucrânia, incluindo dispositivos “letais”, no mesmo dia em que o chefe da diplomacia europeia reiterou o apoio a Kiev e elogiou a “moderação” do regime ucraniano.
O ministro da Defesa da Letónia, Artis Pabriks, reservou os pormenores da ajuda militar à Ucrânia para as próximas horas, mas confirmou o envio de material de guerra, incluindo dispositivos “letais”.
Pabriks excluiu o envio de tropas para a Ucrânia, embora tenha confirmado que o Exército letão está em alerta desde novembro, em resposta à entrada de imigrantes ilegais a partir da fronteira da Bielorrússia e à tensão entre Moscovo e Kiev.
Pabriks insistiu que não existe uma ameaça direta à Letónia, embora o seu paÃs e a Suécia tenham aumentado recentemente os seus respectivos nÃveis de alerta militar.
O ministro esclareceu que a Letónia, juntamente com as vizinhas Lituânia e Estónia, fará nos próximos meses a aquisição conjunta de sistemas de lançamento de mÃsseis para os exércitos dos três paÃses.
Entretanto, o Alto Representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, reiterou hoje o apoio à Ucrânia, face à ameaça russa, e elogiou a “moderação” que o Governo de Kiev tem demonstrado ao logo da crise.
Durante um telefonema com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dimitro Kuleba, o chefe da diplomacia europeia voltou a expressar “o apoio firme e inalterado da UE”, bem como a “determinação em continuar a pedir à Rússia para que reduza a escalada de tensões, retirando as suas forças militares”.
O telefonema entre Borrell e Kuleba ocorre após as discussões da semana passada entre ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa da UE, durante uma reunião informal em Brest, França, bem como após reuniões entre a Rússia e os Estados Unidos, a NATO e a Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), sobre a escalada militar russa junto das fronteiras da Ucrânia.
Estas reuniões destacaram as divergências com o Kremlin sobre as suas exigências de que a Aliança Atlântica não se expanda para leste e de que os aliados removam os mÃsseis colocados perto das fronteiras russas.
Durante a conversa telefónica de hoje, o chefe da diplomacia europeia e o ministro ucraniano “trocaram opiniões sobre os compromissos diplomáticos internacionais em resposta à s tentativas da Rússia de minar os princÃpios fundamentais da segurança europeia”, de acordo com um comunicado da UE.
Borrell e Kuleba também abordaram o recente ataque cibernético contra páginas de Internet do Governo ucraniano, com o Alto Representante da UE a saudar “a reação rápida e adequada” daquele paÃs.
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