
Oeiras, Lisboa, 18 jan 2022 (Lusa) — O presidente do CDS-PP defendeu hoje o crescimento da economia e acusou o PS de não apresentar “solução rigorosamente nenhuma para o paÃs” e António Costa de ser candidato “à época de recurso”, com a mesma proposta de orçamento.
“António Costa é candidato à época de recurso. Chumbou no primeiro exame e agora vem com o mesmo orçamento, não apresenta solução rigorosamente nenhuma para o paÃs, tentar a aprovação junto dos eleitores”, criticou o presidente centrista, que esteve no distrito pelo qual concorre, em Lisboa, para uma reunião com a administração do Tagus Park, no concelho de Oeiras.
Ao terceiro dia de campanha oficial para as eleições legislativas de dia 30, acompanhado pelo número dois no cÃrculo de Lisboa, o ex-presidente Ribeiro e Castro, o lÃder centrista afirmou que “António Costa, a única proposta que tem para o paÃs é um chumbo, é o orçamento chumbado”.
Questionado sobre o debate de terça-feira à noite com os lÃderes dos partidos com representação parlamentar, Francisco Rodrigues dos Santos aproveitou o mote de Ribeiro e Castro – que comentou que a proposta para este ano, rejeitada no parlamento, “é um orçamento da segunda época” de exames – para afirmar que “a receita que [o primeiro-ministro] apresenta é uma candidatura à época de recurso”.
Considerando “um absurdo”, Rodrigues dos Santos citou Einstein para defender que “insistir na mesma solução e procurar resultados diferentes é um exercÃcio de fraca capacidade intelectual, no mÃnimo”.
Na sua ótica, Portugal “precisa de uma receita completamente diferente” e de se “libertar do socialismo”.
“Acrescentar metas de crescimento económico para que Portugal não continue a ser um paÃs atrasado e a ser verdadeiramente cilindrado pelos paÃses do bloco de leste, pasme-se, e para que os indicadores económicos e sociais do nosso paÃs sejam objetivamente mudados”, salientou.
Alargando as crÃticas à esquerda quando propõe “a devolução de rendimentos”, o lÃder do CDS-PP apontou que “só se for a devolução de rendimentos para o Estado através desta escravatura fiscal” e quanto à devolução de direitos, “só se for o direito a sermos pobres”.
E sustentou que estes partidos querem “aumentar impostos, taxar tudo aquilo que mexe, diminuir o rendimento disponÃvel das famÃlias e aumentar a dÃvida e a despesa pública”.
“Por isso é que o CDS apresenta um programa económico que é realista, que corta na despesa, que obriga o paÃs a ter crescimento económico”, advogou, recusando que as propostas do seu partido desequilibrem as contas públicas, porque “muitas vezes baixando impostos a economia cresce e a receita fiscal do Estado aumenta”.
O CDS-PP advoga que “Portugal precisa de uma polÃtico de crescimento económico que defina metas e que acrescente ambição”, e quer que o paÃs integre “até 2030 o ‘ranking’ dos 15 mais da União Europeia” e cresça “mais do que a média europeia” até 2036.
Para tal, os centristas propõem “um choque fiscal”, que passa, por exemplo, por uma taxa única de IRC de 15% até ao final da legislatura, a isenção deste imposto para as empresas que invistam a totalidade do seu lucro, a eliminação da derrama estadual, a descida a carga fiscal dos combustÃveis e da eletricidade ou a revisão das taxas existentes.
Na ocasião, Francisco Rodrigues dos Santos lamentou também que os debates entre os candidatos à s eleições legislativas de dia 30 não tenham permitido “uma discussão exaustiva sobre os temas que o partido precisa”, e criticou que por vezes tenham sido dominados por “assuntos que são completamente laterais”.
Depois de Lisboa, a caravana do CDS-PP vai passar hoje também nos distritos de Beja e Faro, num total de cerca de 400 quilómetros.
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