
Bissau, 11 jan 2022 (Lusa) — A Rede Nacional das Associações Juvenis (Renaj), plataforma de associações, lançou uma iniciativa denominada “Basta, jovens vamos assumir a governação” do paÃs, com a qual o lÃder, Seco Nhaga, promete “mudanças de verdade” na Guiné-Bissau.
“Já chega de reclamações, a juventude tem de tomar as rédeas da governação deste paÃs”, afirmou Seco Nhaga à Lusa.
O dirigente juvenil explicou que a iniciativa é o resultado de um diagnóstico da situação da Guiné-Bissau, caracterizado como “um paÃs desgovernado, de golpes, de instabilidade polÃtica constante” e que, disse, só poderá conhecer “mudanças de verdade com a intervenção dos jovens”.
“Da abertura polÃtica, nos anos 1990, a esta parte o paÃs já teve cerca de 30 primeiros-ministros. Hoje estamos a viver num caos social grave. As escolas têm estado mais fechadas do que abertas ao longo dos últimos três anos, há greves no setor da saúde, faltam infraestruturas, enquanto assistimos cada vez mais ao enriquecimento injustificado dos governantes”, notou o lÃder da Renaj.
Seco Nhaga apontou ainda para os “subsÃdios milionários” de dirigentes contra “o empobrecimento da população”, para justificar a necessidade de uma intervenção dos jovens.
“Acreditamos que os atuais dirigentes polÃticos já não têm solução para os problemas do paÃs. Não há capacidade e nem vontade”, defendeu Nhaga, explicando que a Renaj vai desencadear campanhas de mobilização de outras estruturas juvenis, contando com as partidárias e religiosas.
A Renaj quer mobilizá-las para que façam pressão junto dos partidos no sentido de assumirem o compromisso de incluir como cabeças de listas a deputados ao parlamento, nas próximas eleições, previstas para 2023, pelo menos 35% de candidatos jovens.
“Tendo jovens como deputados, acreditamos que a verdadeira mudança do debate no parlamento irá proporcionar mudanças na governação do paÃs”, disse Seco Nhaga.
Sobre a possibilidade de a iniciativa ser conotada como algo de subversivo, dado ao ‘slogan’, o lÃder da Renaj afirmou que a juventude guineense “é pela legalidade e pela democracia”.
MB // VM
Lusa/Fim



