
Coimbra, 20 dez 2021 (Lusa) – O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) implantou o seu primeiro “coração artificial”, o ‘HeartMate’, que constitui uma nova opção para doentes em insuficiência cardÃaca terminal, foi hoje anunciado.
A cirurgia, num homem de 69 anos, decorreu no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), no Serviço de Cirurgia Cardiotorácica e Transplantação de Órgãos Torácicos (CCTOT).
Trata-se de uma nova opção terapêutica para doentes em insuficiência cardÃaca terminal e não candidatos a transplantação cardÃaca, sublinha o CHUC, numa nota enviada hoje à agência Lusa.
“Existem outros dispositivos de assistência cardÃaca, mas o ‘HeartMate’, sendo portátil e intracorpóreo, permite ao doente ter uma capacidade funcional e autonomia próximo do normal”, afirma, citado na nota de imprensa, o diretor do serviço de CCTOT, David Prieto.
“Este dispositivo aspira o sangue do ventrÃculo esquerdo e injeta-o diretamente na aorta ascendente, o doente apenas tem de recarregar e substituir as baterias que mantêm esta “bomba a funcionar””, explica.
A intervenção, realizada a um homem de 69 anos, foi liderada pelo diretor do serviço, David Prieto, em colaboração com Gonçalo Coutinho e Carlos Branco, com o apoio de uma equipa de médicos do Hospital Universitário de Bellvitge, de Barcelona (Espanha).
O CHUC destaca ainda o trabalho desenvolvido com a Unidade de tratamento de insuficiência CardÃaca Avançada (UTICA), do Serviço de Cardiologia do CHUC, liderado pelas médicas Fátima Franco e Susana Costa.
Apesar de o Serviço de CCTOT ser aquele que tem o maior número de transplantes cardÃacos em Portugal, nem sempre a “implantação de um coração de um dador é a melhor solução para esta doença tão complexa e debilitante”, sublinha.
O diretor do serviço de CCTOT, David Prieto, adianta ainda que no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra “são realizados, por ano, cerca de 20 transplantes cardÃacos e, enquanto alguns doentes aguardam por um coração compatÃvel, outros poderão agora receber um “coração artificial” e beneficiar desta nova opção terapêutica”.
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