
Praia, 15 dez 2021 (Lusa) – O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, disse hoje que brevemente vai ser criado um fundo para financiar um programa cujo objetivo maior é eliminar a pobreza extrema e reduzir a pobreza absoluta até final da legislatura.
“Vamos criar brevemente um fundo, para financiar o programa MAIS, para além das propostas que estão alocadas no Orçamento do Estado, queremos contar com a ajuda de todos, sem exceção, o paÃs só tem a ganhar com isso, estamos comprometidos e engajados é um designo nacional reduzir a pobreza absoluta e eliminar a pobreza extrema”, disse Correia e Silva.
O governante falava, na cidade da Praia, durante o ato de apresentação do programa MAIS – Mobilização pela Aceleração da Inclusão Social.
“Programa MAIS é um projeto que prevê reforçar um pacote forte de medidas dirigidas à s famÃlias, à s crianças, aos jovens, à s mulheres, aos idosos e à s pessoas com deficiência orientadas para a eliminação da pobreza extrema”, referiu Ulisses Correia e Silva, acrescentando que este permite a redução da pobreza absoluta, associada à s polÃticas de criação de oportunidades para a ascensão social e económica das famÃlias.
Apontou que o crescimento económico não é suficiente para gerar condições que possam reduzir de forma substancial o eliminar da pobreza extrema.
“Crescimento económico cria riqueza, oportunidades de emprego, é necessário, mas não é suficiente”, disse o primeiro-ministro, explicando que é por esta razão que o Governo focaliza em polÃticas ativas, dirigidas e orientadas para seguimento de populações identificadas na pobreza extrema.
O governante realçou que o programa está estruturado em várias polÃticas públicas integradas de inclusão social e produtiva.
“Apostamos na base, em primeiro lugar, através da universalização do acesso ao ensino pré-escolar, da gratuitidade do ensino básico e secundário, cuidados e proteção das crianças e dos adolescentes, disponibilizamos o acesso ao rendimento e saúde”, destacou.
Ulisses Correia e Silva salientou que o conceito do programa não é assistencialista, mas sim é no sentido de criar condições e oportunidades para fazer as pessoas serem autónomas.
“Na primeira fase, as pessoas vão necessitar de apoio, numa segunda fase vão ter condições de autonomia e autossuficiência na vida”, explicou.
Na semana passada, o primeiro-ministro disse que o paÃs tem 115 mil pessoas na pobreza extrema e assumiu o objetivo de a erradicar nos próximos cinco anos.
Por seu lado, o ministro do Estado, da FamÃlia, Inclusão e Desenvolvimento Social, Fernando ElÃsio Freire, defendeu que o Governo elegeu a eliminação da pobreza extrema como uma das “grandes prioridades” da legislatura (2021-2026) “por imperativo ético e polÃtico”.
“A pobreza extrema localiza-se essencialmente nas periferias dos principais centros urbanos, especificamente nas zonas rurais”, apontou ElÃsio Freire, acrescentando que afeta sobretudo as mulheres chefes de famÃlias e jovens que se encontram no desemprego. Â
O governante concluiu que a abordagem ao combate à pobreza extrema é multissetorial, tem vários atores e intervenções, sobretudo “tem de ter um pragmatismo muito forte e uma coordenação polÃtica e técnica extremamente forte”.
LYA // LFSÂ
Lusa/fim



