
Praia, 10 dez 2021 (Lusa) — O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, reconheceu hoje que o paÃs tem 115 mil pessoas na pobreza extrema, assumindo o objetivo de a erradicar nos próximos cinco anos.
“Temos em Cabo Verde um número muito grande de pobres, temos cerca de 115 mil pessoas em situação de pobreza extrema e queremos eliminar nos próximos cinco anos essa situação”, disse o chefe do Governo, à margem de uma visita à Cáritas, na cidade da Praia, no âmbito da Agenda FamÃlia — Programa de Erradicação da Pobreza Extrema em Cabo Verde.
O governante afirmou que, com a Cáritas, foram definidas “algumas áreas de intervenções prioritárias”.
“Temos trabalho feito e acreditamos que ao estabelecer polÃticas destinadas à s classes mais desfavorecidas estaremos a atacar de frente os problemas sociais”, acrescentou, apontando a creche, os jardins infantis como uma dessas áreas.
“Queremos garantir que todas as crianças, filhos de pais carenciados em situação de pobreza extrema possam frequentar os jardins”, apontou, para quem o paÃs quer estabelecer boas parcerias, com o objetivo de diminuir o número da pobreza e apoiar as famÃlias com bens básicos.
O primeiro-ministro revelou que se irá “atuar na área dos cuidados da proteção social de habitabilidade e de reabilitações de casas e acesso a bens básicos, como o acesso à saúde”, esclarecendo que as pessoas terão uma maior sincronização com o serviço nacional da saúde.
O governante apontou que com a parcerias entre essas entidades é possÃvel avançarem juntos, porque a igreja tem uma grande vantagem de conhecer no terreno a situação da pobreza no paÃs.
“Já temos alguns trabalhos, queremos que esses trabalhos tenham o foco muito mais forte que seja dirigido à s pessoas de situação de pobreza extrema”, salientou Ulisses Correia Silva, concluindo que vão atuar em outras áreas onde possam causar interesse, definindo critérios e afetação de recursos.
Durante a visita, o presidente da Cáritas, o bispo do Mindelo Ildo Fortes, anunciou que o Governo de Cabo Verde em parceria com a Igreja Católica e outras entidades vão definir passos para minimizar o sofrimento e a carências da pobreza material.
“Estamos abertos a colaborar”, disse o presidente da Cáritas, referindo que a igreja tem um trabalho no terreno “longo”, tanto em tempos normais como em temos de crise da pandemia de covid-19.
Ildo Fortes apontou que a igreja trabalha com amor para o bem comum das pessoas mais carenciadas.
“O amor, a caridade nos impele, é por isso que estamos aqui para ver que caminhos vamos percorrer juntos em atenção a um bem maior um bem comum das pessoas no nosso paÃs”, afirmou.
O bispo concluiu que a chegada da pandemia fez com que percebessem que muitas pessoas foram relegadas para o campo da pobreza, devido à perda do emprego e de meios de rendimento.
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