
Alcobaça, Leiria, 04 dez 2021 (Lusa) — O lÃder do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, acusou hoje Eduardo Cabrita “da maior baixeza polÃtica” ao não assumir responsabilidades no acidente que vitimou um trabalhador e considerou que nada melhorará com a sua substituição por Francisca Van Dumen.
O primeiro-ministro, António Costa, “já há muito tempo devia ter demitido Eduardo Cabrita”, das funções de ministro da Administração Interna, disse o presidente do CDS-PP, considerando que, ao não o ter feito, o chefe do governo ” permitiu que fosse acumulando vários escândalos que desqualificaram a ação deste Governo e o humilharam perante os portugueses”.
Em Alcobaça, onde hoje participou num encontro da Juventude Popular, o presidente do CDS-PP reagiu à s declarações de Eduardo Cabrita, que afirmou ser “apenas um passageiro” da viatura que atropelou mortalmente um trabalhador da autoestrada A6, em junho deste ano.
Para Francisco Rodrigues dos Santos, trata-se de “um argumentário da maior baixeza polÃtica que alguma vez este paÃs poderá ter constatado”, lembrando que o ministro Eduardo Cabrita “recusou a assumir qualquer tipo de responsabilidade polÃtica e imputou responsabilidades ao seu motorista, passando levianamente por uma simbólica ação de sentimentos à famÃlia enlutada”.
Questionado sobre a substituição de Eduardo Cabrita, que na sexta-feira apresentou a demissão, pela ministra das Justiça, Francisca Van Dumen, o lÃder popular considerou que “a situação não vai certamente melhorar”, acusando a governante de ser a ministra que falsificou o currÃculo do Procurador Europeu para falsear um concurso, “a mesma ministra que nomeou adjuntos para o DCIAP (Departamento Central de Investigação e Ação Penal”.
Francisco Rodrigues dos Santos acusou ainda o Governo de manter no seu seio ” a mesma toada de incompetência, de promiscuidade, de amiguinhos e de inimputabilidade”, com a culpa a acabar “sempre por morrer solteira”.
“Este Governo está esgotado, está a prazo e essa solução não acrescenta qualidade nenhuma” ao executivo concluiu.
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