
Washington, 01 dez 2021 (Lusa) – A Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) considera que a economia do paÃs cresceu a um ritmo “modesto a moderado” em outubro e inÃcio de novembro, de acordo com o Livro Bege publicado hoje.
“A atividade económica cresceu a um ritmo modesto a moderado na maioria dos distritos da Reserva Federal durante outubro e inÃcio de novembro. Alguns distritos notaram que, apesar da forte procura, o crescimento foi constrangido por disrupções na cadeia de oferta e escassez de mão de obra”, pode ler-se no documento.
O Livro Bege, publicado oito vezes por ano, analisa as condições económicas do paÃs e de 12 bancos centrais espalhados pelos Estados Unidos, divididos em distritos.
Quanto ao emprego, o crescimento “foi de modesto a forte entre os vários distritos da Reserva Federal”, tendo sido reportada “uma procura robusta por trabalho mas uma dificuldade persistente em contratar e reter trabalhadores”, segundo a instituição que atua como banco central dos Estados Unidos.
“Cuidados com os filhos, reformas e preocupações de segurança relacionadas com a covid-19 foram geralmente citadas como fontes que limitam a oferta de emprego. Muitos distritos notaram preocupações de que o mandato de vacinação federal poderá exacerbar as dificuldades de contratação existentes”, refere a Fed.
Já os preços “cresceram um ritmo moderado a robusto, com subidas de preços espalhadas por vários setores da economia”.
“Verificaram-se aumentos gerais dos custos de produção, provenientes da forte procura por matérias-primas, desafios logÃsticos e apertos no mercado de trabalho”, segundo a Fed.
Por outro lado, a maior disponibilidade de alguns itens de produção, “nomeadamente semicondutores e certos produtos de aço, levaram ao abrandamento de algumas pressões sobre os preços”.
“A forte procura permitiu à s empresas, em geral, uma subida de preços com pouca resistência, apesar das obrigações contratuais terem impedido algumas empresas de aumentar os preços”, pode ainda ler-se no texto.
Relativamente à atividade económica em geral, a perspetiva “permaneceu positiva na maioria dos distritos, mas alguns notaram alguma incerteza acerca de quando é que os problemas nas cadeias de oferta e os desafios na oferta de mão de obra diminuÃram”, pode ler-se no documento.
“Os gastos dos consumidores aumentaram moderadamente”, sinaliza ainda a Fed, apontando ainda que “os inventários reduzidos afetaram as vendas de alguns itens, designadamente veÃculos ligeiros”.
A instituição liderada por Jerome Powell refere que “a atividade de lazer e hospitalidade recuperou na maioria dos distritos, à medida que a propagação da variante Delta [do coronavÃrus SARS-Cov-2, que causa a covid-19] diminuiu em muitas áreas”.
“A atividade de construção aumentou, em geral, mas foi afetada pela escassez de materiais e de mão de obra. A atividade imobiliária não residencial aumentou largamente, ao passo que a residencial cresceu em alguns distritos mas decresceu noutros”, segundo a Fed.
Quanto à indústria transformadora, o seu crescimento “foi sólido nos distritos, apesar da falta de materiais e de mão de obra ter limitado a expansão”, com os “altos volumes de frete” a continuarem a pressionar os sistemas de distribuição.
“A atividade energética foi geralmente maior, o crescimento nos serviços profissionais e de negócios variou, e a procura por serviços de educação e saúde manteve-se largamente inalterada”, sinaliza a Fed.
O banco central norte-americano denotou também um aumento da procura por empréstimos “em quase todos os distritos, apesar de alguns terem reportado declÃnios em hipotecas residenciais”.
Quanto à agricultura, viu as suas “condições financeiras melhorarem e os valores das terras a aumentar”.
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