
Lisboa, 24 nov 2021 (Lusa) — O PS apontou hoje a possibilidade do reforço do controlo das fronteiras para mitigar o avanço da pandemia de covid-19, considerando que a recomendação do teletrabalho como já ocorreu noutros perÃodos é um instrumento que deve estar disponÃvel.
“Aquilo que o PS transmitiu foi que o Governo não deve hesitar em adotar todas as medidas que forem necessárias para mitigar e para controlar a progressão da pandemia”, afirmou o secretário-geral adjunto dos socialistas, José LuÃs Carneiro, em declarações aos jornalistas do Palácio de São Bento, em Lisboa.
A comitiva do PS, liderada por José LuÃs Carneiro, foi a última a ser recebida pelo primeiro-ministro, António Costa, que terminou hoje uma ronda pelos partidos com assento parlamentar a propósito das medidas a implementar para travar a evolução dos contágios com o novo coronavÃrus.
“É muito importante todos termos uma consciência da nossa responsabilidade individual, coletiva, e estarmos preparados para medidas de reforço, nomeadamente em relação ao uso da máscara, testagem no acesso aos recintos fechados e espaços interiores, necessidade de fazermos do certificado de vacinação e da testagem um procedimento regular nas nossas vidas e também estarmos preparados para a necessidade do reforço das entradas e das saÃdas do paÃs, portanto, do controlo das fronteiras”, referiu no final da reunião.
De acordo com o socialista, esta questão das fronteiras prende-se com o facto de Portugal ser “um paÃs aberto ao mundo”, o que faz com que esteja exposto “aos riscos que provêem de regiões onde a vacinação ainda não alcançou nÃveis” como o do paÃs.
“O recurso ao teletrabalho para efeitos de proteção e de apoio familiar, caso venha a ser julgado necessário, pois é com certeza um dos recursos que devemos ter à nossa mão, não colocando em causa o funcionamento essencial dos serviços e da oferta de bens públicos essenciais”, adiantou ainda.
Questionado sobre o modelo, José LuÃs Carneiro respondeu que se trata da “recomendação do teletrabalho como já ocorreu em determinados perÃodos da pandemia”, tendo que ser avaliado “os termos, o âmbito e a intensidade”.
O dirigente do PS sublinhou ainda a importância de se continuar “a reforçar este esforço de vacinação” que Portugal tem feito.
“Este esforço de vacinação é um esforço para o qual todos temos o dever de concorrer porque está provado que a vacinação é mesmo a melhor e maior prioridade”, afirmou.
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