
Macau, China, 11 nov 2021 (Lusa) — A maioria dos operadores de jogo em Macau registaram no terceiro trimestre os piores resultados do ano, com prejuÃzos de centenas de milhões de euros no território que permanece praticamente paralisado devido à s polÃticas de combate à pandemia.
Depois de perdas históricas em 2020 com os casinos em Macau a terminarem com uma quebra de 79,3% em relação ao ano anterior, os primeiros nove meses do ano corrente não chegam para cobrir as despesas destes luxuosos resorts integrados. O número de visitantes em meados do ano parecia antever uma recuperação, ainda que tÃmida.
Contudo, em agosto, quatro casos da variante Delta detetados numa famÃlia levaram o Governo a avançar para a testagem em massa de toda a população e a dificultar a passagem fronteiriça com a China continental, única fronteira que Macau mantém, em parte, aberta.
Já em setembro, os números de visitantes voltaram a cair, após o território ter detetado casos de covid-19 em funcionários de um hotel para quarentenas, as autoridades decretaram mais testagens em massa, encerraram todas as escolas, bares e discotecas e outros espaços públicos, apesar de o surto ter acabado por se limitar a uma dezena de casos.
Desde o inÃcio da pandemia, o território registou apenas 77 casos da doença.
Como consequência da polÃtica de casos zero que Macau continua a prosseguir, os casinos do território voltaram a ressentir-se.
A operadora de jogo Sands China anunciou um prejuÃzo de 423 milhões de dólares (363 milhões de euros) no terceiro trimestre deste ano.
A operadora de jogo Melco Resorts & Entertainment, com quatro casinos em Macau, registou perdas de 232,2 milhões de dólares (200,4 milhões de euros) no terceiro trimestre do ano.
A Sociedade de Jogos de Macau (SJM), com mais de 20 casinos no território, apresentou perdas de 1,2 mil milhões de dólares de Hong Kong de julho a setembro.
A operadora de jogo em Macau Galaxy, com seis casinos anunciou hoje um EBITDA (lucros antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) no terceiro trimestre de 55,9 milhões de euros. Esta operadora não divulgou os resultados lÃquidos à bolsa de Hong Kong.
Os dois únicos operadores que não registaram o pior resultado trimestral (foi o segundo pior) foram a MGM China e o Wynn, sendo aqueles que menos casinos operam em Macau (dois, cada).
A economia de Macau depende quase em exclusivo do turismo e do jogo em casino.
Do valor bruto das receitas do jogo, 35% vão para os cofres do território.
O jogo representa cerca de 80% das receitas do Governo e 55,5% do PIB de Macau, numa indústria que dá trabalho a mais de 80 mil pessoas, ou seja, a 17,23% da população empregada.
Até setembro, Macau registou 5.755.528 de visitantes, quando em média entravam no território três milhões por mês, no perÃodo pré-pandémico.
Em todo o ano de 2019, Macau contabilizou quase 40 milhões de visitantes.
No inÃcio do ano, havia a expectativa na revitalização do turismo chinês com o regresso dos vistos individuais.
Na capital mundial do jogo existem três concessionárias (Sociedade de Jogos de Macau, Galaxy e Wynn Resorts) e três subconcessionárias (Venetian [Sands], MGM Resorts e Melco).
MIM (JMC) // VM
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