
Budapeste, 04 nov 2021 (Lusa) — A Hungria reconheceu hoje pela primeira vez que o Governo comprou o programa de espionagem israelita Pegasus que, segundo a imprensa internacional, foi utilizado por vários paÃses para espiar polÃticos da oposição, ativistas e jornalistas.
“O Ministério do Interior adquiriu o ‘software'”, declarou hoje à imprensa Lajos Kósa, presidente da Comissão de Defesa e Segurança do parlamento húngaro e membro do Fidesz, o partido do Governo.
Kósa, o primeiro polÃtico a admitir tal compra, sublinhou que a operação foi legÃtima e que não há nada a objetar, noticiou o diário digital ATV.
Também assegurou que não serão revelados dados sobre as pessoas espiadas, apresentando como argumento o respeito dos seus direitos individuais.
Em julho, vários órgãos de comunicação internacionais, entre os quais o jornal húngaro Direkt36, publicaram que há indÃcios de que numerosos paÃses, incluindo a Hungria, usaram o Pegasus para espiar polÃticos da oposição, ativistas e jornalistas.
No paÃs centro-europeu, foram encontrados vestÃgios do programa de espionagem nos telemóveis de jornalistas, advogados e fotógrafos.
O Governo reagiu a essas notÃcias com a advertência de que nunca revelará os instrumentos utilizados pelos seus serviços de informações.
A procuradoria regional de Budapeste abriu em julho uma investigação para esclarecer se o uso desse ‘software’ foi ilegal.
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