
 Setúbal, 25 out 2021 (Lusa) — O ministro da Administração Interna afirmou hoje que ainda não ouviu “nenhum argumento que demonstre qualquer vantagem com a não aprovação do Orçamento de Estado (OE) para 2022” e defendeu a valorização do diálogo nos próximos dois dias.
 “O quadro democrático de diálogo está a decorrer e ninguém demonstra que exista qualquer vantagem na não aprovação [do OE] e na não adoção das medidas previstas no OE, e, portanto, no quadro democrático, continuará o debate, que deverá ser valorizado amanhã (terça-feira) e depois”, disse Eduardo Cabrita.
 O ministro da Administração Interna, que falava aos jornalistas depois de presidir à s comemorações do 13º aniversário da Unidade de Controlo Costeiro da GNR, que este ano se realizou em Setúbal, começou por dizer que ainda não ouviu qualquer declaração a defender eventuais vantagens do chumbo do Orçamento de Estado, que parece estar iminente face aos anunciados votos contra do BE e do PCP, logo na votação do documento na generalidade, prevista para a próxima quarta-feira. Â
  “Não ouvi, de nenhuma declaração produzida até agora, nenhum argumento que demonstrasse que o paÃs esteja melhor sem a adoção das medidas previstas no Orçamento de Estado, do que com as mesmas”, disse.
 “E também não ouvi nenhum argumento que demonstre qualquer vantagem para o PaÃs da existência de uma situação de instabilidade decorrente de incerteza polÃtica”, acrescentou Eduardo Cabrita, deixando transparecer alguma esperança de um eventual volte-face, que ainda permita a aprovação, na generalidade, do Orçamento de Estado para 2022.
  Depois do BE e do PCP terem anunciado o voto contra a proposta de OE tal como está, o Governo, através do secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, já anunciou disponibilidade para continuar a negociar.
 Duarte Cordeiro salientou, no entanto, que não podem ser criadas “ilusões”, já que foram anunciados votos contra logo na votação do OE na generalidade.
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