
Berlim, 24 out 2021 (Lusa) — A pandemia da covid-19 terminará “quando o mundo decidir acabar com ela”, afirmou hoje o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), alegando que estão disponÃveis “todas as ferramentas” para combater o vÃrus SARS-CoV-2.
“A pandemia vai acabar quando o mundo decidir acabar com ela. Está nas nossas mãos, temos todas as ferramentas de que precisamos”, salientou Tedros Adhanom Ghebreyesus, na abertura da Cimeira Mundial da Saúde, que reúne anualmente polÃticos e profissionais do setor em Berlim.
O responsável da OMS lamentou ainda que o “mundo não tenha usado essas ferramentas com sabedoria”, uma vez que as “quase 50 mil mortes por semana” associadas à covid-19 a nÃvel global indicam que “a pandemia está longe de acabar”.
O objetivo global da OMS, anunciado em setembro, é que cada paÃs vacine pelo menos 40% da sua população até ao final do ano e que 70% da população mundial esteja imunizada até meados de 2022.
A meta inicial era que todos os paÃses tivessem vacinado pelo menos 10% da sua população até final de setembro, mas esta percentagem não foi alcançada em 56 paÃses.
Para inverter a baixa taxa de vacinação especialmente em paÃses pouco desenvolvidos, a OMS e a ONU anunciaram, no inÃcio do mês, uma nova estratégia de vacinação global contra a covid-19 que necessita de oito mil milhões de dólares (6,9 mil milhões de euros) para assegurar uma distribuição equitativa de vacinas.
Na conferência de hoje, Tedros Adhanom Ghebreyesus considerou que as novas metas de vacinação estabelecidas “são alcançáveis”, mas alertou que para isso os paÃses e as empresas que controlam o fornecimento de vacinas devem “traduzir suas declarações em ações”.
“Os paÃses que já atingiram a meta de 40%, incluindo todos os paÃses do G20 [as 20 maiores economias mundiais], devem ceder vacinas” ao sistema internacional Covax e ao Fundo Africano para a Aquisição de Vacinas, instituÃdo pela União Africana, defendeu o diretor-geral da organização.
Numa mensagem de vÃdeo gravada, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, reiterou que “o triunfo das vacinas – desenvolvidas e colocadas no mercado em tempo recorde — está a ser anulado pela tragédia da distribuição desigual” ao nÃvel mundial.
A covid-19 provocou pelo menos 4.941.032 mortes em todo o mundo, entre mais de 243,27 milhões de infeções pelo novo coronavÃrus registadas desde o inÃcio da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse, divulgado na sexta-feira.
Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.133 pessoas e foram contabilizados 1.085.138 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.
A doença respiratória é provocada pelo coronavÃrus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários paÃses.
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