
Lisboa, 18 out 2021 (Lusa) – O ministro de Estado e da Economia, Siza Vieira, afirmou hoje que o Governo está a trabalhar para reduzir os preços do gás para as empresas industriais, embora seja uma tarefa “mais difÃcil” do que limitar os de acesso à s redes elétricas.
“Ainda esta semana falei com o presidente da Associação do Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), que me enviou uma carta a propósito da subida dos preços da eletricidade e dos preços gás”, referiu Pedro Siza Vieira, à margem de uma conferência de imprensa sobre a participação de Portugal como paÃs-parceiro na feira industrial de Hannover Messe em abril de 2022.
Adiantou que “não podemos esquecer que no próximo ano a energia elétrica em Portugal vai ter uma significativa redução naquilo que são as tarifas de acesso à s redes”.
Para o ministro isso significa que para os consumidores domésticos e em baixa tensão no mercado regulado o preço da energia vai baixar relativamente ao inÃcio deste ano.
“Já tivemos boas notÃcias na eletricidade, no preço do gás é mais difÃcil, mas iremos continuar a trabalhar”, afirmou.
Questionado se prometeu medidas concretas ao presidente da ATP, Siza Vieira respondeu: “Não prometo nada, eu trabalho e tal como fizemos relativamente à energia elétrica não nos comprometemos com nada até termos as condições verificadas para podermos estar confiantes de que no próximo ano as tarifas de acesso à rede vão-se reduzir muito significativamente”.
Segundo o ministro, Portugal tem uma maior penetração de energia renovável do que outros paÃses e assim pode esperar que nos próximos anos a energia passe a ser um fator de competitividade da indústria.
“Aquilo que ouvimos dizer, que a energia elétrica era mais cara em Portugal do que no resto da Europa vai, afinal, tornar-se numa vantagem competitiva já a partir do próximo ano”, disse.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou a 14 de outubro esperar que a atual subida de preços da energia não se prolongue para além de “março, abril” de 2022, prejudicando a recuperação económica, mas alertou que após esse prazo seria um fator que pesaria na retoma da economia na Europa e no mundo.
Pedro Siza Vieira concordou que a subida dos preços deverá ser “pontual”, mas realçou que o Governo ficará atento.
“Temos de estar sempre atentos a estas circunstâncias. Não vale a pena pensarmos que estas circunstâncias são sempre irreversÃveis, temos que estar sempre preocupados em assegurar que monitorizamos as condições de evolução dos custos das matérias primas ou do preço da energia e que criamos as melhores condições, ou as menos más condições, para as empresas portuguesas na concorrência global que enfrentam”, disse.
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