
Ancara, 11 out 2021 (Lusa) — O Presidente da Turquia afirmou-se hoje “pronto para tomar as medidas necessárias” para eliminar rapidamente as ameaças contras as forças da Turquia no norte da SÃria, depois do atentado de hoje numa zona sÃria sob controlo de Ancara.
“Estamos determinados a eliminar as ameaças que vêm da SÃria”, avisou Recep Erdogan no final de uma reunião do executivo, para quem, disse, “a paciência esgotou-se”.
Segundo o Observatório SÃrio dos Direitos Humanos (OSDH), pelo menos seis pessoas, entre elas civis, morreram hoje na explosão de um carro armadilhado numa zona do norte da SÃria controlada pelas forças turcas.
A explosão ocorreu na cidade de Afrine, situada na provÃncia setentrional de Alepo, no noroeste da SÃria.
“Os recentes ataques e perseguições contra as nossas forças chegaram ao limite. Tomaremos as medidas necessárias o mais rápido possÃvel. A nossa paciência acabou nestas zonas da SÃria onde ocorrem os atentados terroristas contra o nosso paÃs”, frisou Erdogan, sem especificar o que Ancara irá fazer.
Entre as vÃtimas da explosão há membros das fações apoiadas pela Turquia e dois dos feridos são crianças, acrescentou o Observatório, que assegurou que a polÃcia deteve dois suspeitos.
Afrine, no norte da provÃncia de Alepo,70 quilómetros de Idleb, é controlada pelas milÃcias turcas e fações aliadas na luta contra as milÃcias curdas, que tiveram de se aliar ao Exército governamental para enfrentar o avanço turco.
Atualmente, os três lados controlam partes diferentes em regiões do norte da SÃria.
A região curda de Afrine foi conquistada em março de 2018 pelas forças turcas e apoiantes sÃrios.Â
O setor, como em todos os territórios mantidos pelos rebeldes pró-turcos, é regularmente abalado por assassÃnios, ataques e explosões direcionadas, geralmente atribuÃdos por Ancara à s milÃcias curdas.Â
Milhares de combatentes e civis evacuados de áreas ocupadas pelo regime sÃrio estão concentrados na área de Afrine, incluindo vários membros do Jaich al-Islam (o Exército do Islão), um dos grupos de oposição mais importantes da região de Damasco após o inÃcio da guerra na SÃria, em 2011.Â
Inflamada em 2011 por protestos pró-democracia, a guerra na SÃria tem-se tornado cada vez mais complexa ao longo dos anos, ceifando pelo menos meio milhão de vidas e provocado milhões de deslocados e de refugiados.
Â
JSD (AXYG) // EL
Lusa/Fim



