
Lisboa, 23 set 2021 (Lusa) — O primeiro-ministro recusou hoje as crÃticas por anunciar o alÃvio de restrições por causa da covid-19 a três dias das eleições autárquicas, contrapondo que as medidas agora anunciadas foram calendarizadas em 29 de julho.
António Costa assumiu esta posição em conferência de imprensa, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, no final de uma reunião do Conselho de Ministros em que foram aprovadas as medidas da terceira fase do plano do Governo de alÃvio de restrições.
Confrontado pelos jornalistas com as crÃticas de que foi alvo na quarta-feira, designadamente por parte do presidente do PSD, Rui Rio, por o executivo escolher o perÃodo de campanha autárquica para anunciar o alÃvio de restrições, o primeiro-ministro invocou direitos, liberdades e garantias dos cidadãos e alegou que as medidas restritivas por causa da covid-19 “só se justificam na estrita medida que são necessárias, adequadas e proporcionais à gravidade da situação”.
“Conforme a vacinação vai aumentando, a taxa de incidência vai estando sob controlo e o ritmo de transmissão (Rt) colocado abaixo de 1, nada justifica continuarmos a impor [restrições] para além do necessário. Portanto, nada disso justifica e não há calendário eleitoral que possa justificar que isso aconteça”, respondeu.
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