
Pequim, 13 ago 2021 (Lusa) — A compra de dÃvida do Governo chinês por investidores estrangeiros voltou a aumentar, em agosto, à medida que as taxas de juro no paÃs oferecem um ‘refúgio’, face ao baixo retorno das obrigações na Europa e Estados Unidos.
No final de agosto, os tÃtulos emitidos pelo Estado chinês detidos por investidores estrangeiros somavam o equivalente a cerca de 288 mil milhões de euros, um aumento de 2,2 mil milhões de euros, em relação ao mês anterior, de acordo com os dados divulgados pela China Central Depository & Clearing Co. e citados pela imprensa estatal.
O reforço da participação estrangeira ocorre nas vésperas de os tÃtulos da dÃvida chinesa serem incluÃdos no Ãndice FTSE Russell World Government Bond Index (WGBI), que reúne os tÃtulos de vários governos, o que deverá atrair milhares de milhões de dólares em investimento passivo para o segundo maior mercado mundial de dÃvida.
As participações de investidores estrangeiros em tÃtulos emitidos por bancos públicos da China ultrapassaram 131 mil milhões de euros, no mês passado, enquanto as participações em tÃtulos dos governos locais ascenderam a 1,2 mil milhões de euros, constituindo novos recordes.
Os investidores estrangeiros à procura de rendimento fixo têm-se voltado cada vez mais para a dÃvida chinesa, à medida que a pandemia estendeu um perÃodo de taxas de juros historicamente baixas em todo o mundo e Pequim abriu ainda mais os seus mercados de dÃvida para o exterior, através dos programas Global Connect ou Bond Connect.
A economia chinesa retomou rapidamente a normalidade, após ter paralisado, no primeiro trimestre 2020, devido à pandemia da covid-19. O paÃs asiático praticamente extinguiu o novo coronavÃrus dentro do seu território, registando ocasionalmente pequenos surtos locais.
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