
Reguengos de Monsaraz, Évora, 09 set 2021 (Lusa) — O ministro da Economia revelou hoje que Portugal é um dos paÃses da Europa que “extrai mais receita por turista internacional” e que esta cresceu “mais de 60%”, entre 2011 e 2019.
“Nos últimos anos, desde 2011 até 2019, crescemos mais de 60%” no que respeita à s “receitas internacionais do turismo, porque fomos buscar turistas de mais paÃses, ao longo de todo o ano, e para mais regiões”, destacou hoje o ministro Pedro Siza Vieira.
Em declarações aos jornalistas, na vila alentejana de Monsaraz, à margem da 5.ª conferência da Organização Mundial de Turismo sobre Enoturismo, o governante afirmou que o futuro do setor em Portugal “assenta em chegar a mais mercados”, em “ter um turismo todo o ano, combatendo a sazonalidade”, e em “ter mais destinos”.
“Para isso, é preciso investir em produtos turÃsticos que atraiam turistas para outras regiões do paÃs, para além daquelas que são as regiões turÃsticas tradicionais, o Algarve, a Madeira ou Lisboa”, defendeu.
Um dos “pilares” desta estratégia tem sido o enoturismo, área em que o Governo já apoiou, desde 2019, “60 projetos, entre novas unidades de alojamento, salas de prova, formação de pessoal” ou “desenho de rotas turÃsticas, que permitiram atrair bastantes turistas”, indicou.
Os visitantes que procuram o enoturismo “são turistas que, normalmente, estão bastante tempo nos sÃtios, que têm um poder de compra mais elevado e, por isso, é um género de turismo, precisamente, que nos tem permitido fazer crescer na qualidade do turismo que temos”, afiançou.
DaÃ, “fruto desta estratégia consistente”, a posição ocupada por Portugal, que “é hoje um dos destinos que extrai mais receita por turista internacional de toda a Europa”, disse o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital.
“Portugal é uma marca lÃder em matéria turÃstica”, sublinhou Siza Vieira, manifestando-se confiante de que, “quando terminarem as restrições à s viagens que ainda se mantêm por causa da pandemia” de covid-19, a posição nacional nos mercados internacionais “vai continuar a aumentar”.
Durante a pandemia, “o turismo não cresceu, infelizmente”, mas “os turistas nacionais descobriram a riqueza dos nossos destinos internos, designadamente das nossas regiões de vinho”, defendeu o ministro.
“E estou muito convencido de que os turistas internacionais irão à procura de experiências diferenciadas nos próximos tempos, ou seja, vão à procura daquilo que cada região, que cada paÃs, tem de mais especÃfico e mais diferenciado. E não há nada mais especÃfico do que as regiões vitivinÃcolas”, argumentou.
Nos últimos anos, Portugal melhorou “muito significativamente a qualidade” das suas “vinhas e adegas” e apostou “na formação dos enólogos”, o que faz com que o vinho português seja “hoje internacionalmente reconhecido”, assinalou.
“Isso permitiu-nos aumentar muito as exportações de turismo, que em 2019 totalizaram 800 milhões de euros e que continuam a crescer”, afirmou, aludindo ainda a uma correlação entre “o aumento das exportações de vinho para certos mercados e o aumento do número de turistas” desses paÃses, de que são exemplo os Estados Unidos ou o Brasil.
Segundo o ministro, “todos os fatores estão aqui em causa, mas o vinho é um dos fatores que ajuda” Portugal a ser “marca lÃder” em grandes mercados.
A conferência internacional que hoje arrancou em Monsaraz, no concelho de Reguengos de Monsaraz, prolonga-se até sexta-feira e é promovida pela Organização Mundial do Turismo (OMT), com o apoio do Turismo de Portugal e da câmara alentejana.
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