
Moscovo, 03 set 2021 (Lusa) – O presidente bielorusso criticou hoje os atletas do seu paÃs pelos fracos resultados e ameaçou cortar os subsÃdios dos desportistas para fazer corresponder à “média” nacional, que era em julho de 1.472 rublos (cerca de 492 euros).
“Tudo o resto vai depender dos resultados. Não haverá mais dinheiro fácil”, advertiu Alexander Lukashenko, ao inaugurar um centro juvenil do clube de futebol DÃnamo de Minsk.
Lukashenko, citado pelo portal “Zerkalo.io”, garantiu que o jogo apresentado pelos futebolistas bielorrusos é “inaceitável”.
O presidente aludia em particular à derrota das camadas jovens da Bielorrússia no jogo contra a selecção islandesa, disputado hoje em Brest, França.
“Não entendo por que eles foram autorizados a entrar em campo se o que estavam a fazer era descansar. Fiquei envergonhado pelo desempenho deles contra os islandeses”, disse Lukashenko sobre o encontro em que a Bielorrússia perdeu por 2-1.
Lukashenko rejeitou as acusações contra as autoridades por não investirem no desenvolvimento do desporto e garantiu que os atletas que apresentarem bons resultados terão direito a receber “bom dinheiro”.
“Vamos buscar esse dinheiro. Mas se não houver resultados, nem sonhem com isso”, avisou, aproveitando também para criticar o desempenho da seleção nacional durante as OlimpÃadas de Tóquio.
Muitos atletas bielorrussos têm vindo a denunciar, desde o ano passado, a violenta repressão à s manifestações pelas forças de segurança do paÃs, que, em muitos casos, lhes custou reprimendas e até mesmo detenções ilegais.
No mês passado, a velocista Krystsina Tsimanouskaya, refugiada na Polónia após enfrentar as autoridades de seu paÃs durante os Jogos OlÃmpicos na capital japonesa, denunciou que as autoridades tinham proibido “todos os atletas de deixarem a Bielorússia, seja para competir, treinar ou mesmo para férias”.
A situação dos atletas bielorrussos fez manchetes dos jornais em Tóquio, quando a delegação olÃmpica bielorrussa tentou repatriar à força Tsimanouskaya, a qual foi defendida pelo Comité OlÃmpico Internacional.
Tsimanouskaya leiloou uma medalha para arrecadar fundos para atletas perseguidos na Bielorrúsia e assinou contrato com um clube polaco para continuar sua carreira desportiva.
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