
Lisboa, 02 set 2021 (Lusa) — Os homens detidos na quarta-feira, por suspeitas de ligações ao grupo jihadista Daesh, são dois iraquianos que estavam a ser investigados pela PJ desde em 2017, disse hoje fonte policial à Lusa.
Os dois cidadãos, com 32 e 34 anos, foram detidos na Grande Lisboa e são suspeitos de terem integrado as milÃcias do estado islâmico em Mossul, no Iraque.
Segundo as referências, no âmbito da cooperação judiciária internacional, estes dois suspeitos terão estado em Mossul em 2016 e os elementos recolhidos indicam que pertenciam à s fileiras das milÃcias do Daesh, adiantou a mesma fonte.
Os dois homens, que viviam na mesma habitação, estão detidos no estabelecimento prisional anexo à PolÃcia Judiciária e vão ser interrogados hoje à tarde no Tribunal de Instrução Criminal.
Em comunicado, a PJ tinha adiantando que em causa estão indÃcios da prática dos crimes de adesão e apoio a organização terrorista internacional, terrorismo internacional, e crimes contra a humanidade.
“As provas recolhidas indiciam que estes dois indivÃduos assumiram distintas posições na estrutura do ISIS / Daesh, sendo os mesmos igualmente objeto de investigação por parte das competentes autoridades judiciárias iraquianas”, refere a nota da Judiciária, sublinhando não existirem por agora indÃcios de que os crimes que são imputados aos dois indivÃduos tivessem sido cometidos em Portugal.
A operação foi conduzida pela Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT) da PJ e contou também com a colaboração do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e, a nÃvel internacional, com o apoio de autoridades judiciárias iraquianas, através da UNITAD-ONU.
Nas detenções e buscas estiveram ainda a magistrada do Ministério Público titular do inquérito e elementos da investigação criminal e peritos da Unidade de PerÃcia Tecnológica Informática (UPTI) da PJ.
FC (JYGO) // SB
Lusa/Fim



