
Redação, 26 ago 2021 (Lusa) — Os paÃses da União Europeia (UE) respeitaram em 2019 os limites máximos de emissões dos principais poluentes, indicou hoje a Agência Europeia do Ambiente, alertando que são ainda necessários mais cortes para alcançar os compromissos de 2030.
Portugal, segundo o documento hoje divulgado, cumpre todos os critérios atuais, mas tem de fazer uma maior redução especialmente de partÃculas finas até 2030. Em relação ao amonÃaco e ao dióxido de enxofre Portugal está quase a cumprir as metas para o final da década.
O documento da Agência Europeia do Ambiente, uma atualização anual de avaliação dos progressos dos Estados-membros na redução de emissões de poluentes atmosféricos, salienta que “são necessários mais esforços para alcançar os compromissos de redução estabelecidos para o perÃodo 2020-2029 e para 2030 e anos seguintes”.
Em relação a 2019 todos os paÃses respeitaram os limites nacionais de emissões de óxidos de azoto (NOX), compostos orgânicos voláteis não-metano (NMVOC, como o etanol, benzeno ou acetona), e dióxido de enxofre (SO2). A Croácia, a República Checa, a Irlanda e a Espanha excederam o seu limite de amonÃaco (NH3).
A Agência Europeia do Ambiente nota que as medidas de 2020 para conter a pandemia de covid-19 poderão ter reduzido emissões de alguns poluentes, mas diz que esses dados só estarão disponÃveis no próximo ano.
Quanto à s metas futuras há nove paÃses que já conseguiram os cortes nas emissões fixados para 2020-2029 para cinco dos principais poluentes, incluindo partÃculas finas (PM2,5). Mas todos, exceto a Estónia, terão de reduzir as emissões de NOX, 22 terão de reduzir as emissões de NH3, e 18 de reduzir as emissões de NMVOC.
Portugal não atingiu ainda nenhum desses objetivos para esta década mas está quase a faze-lo em relação a NH3 e a SO2.
Quanto às emissões de PM2.5, o principal poluente que conduz à morte prematura e doenças causadas pela poluição atmosférica, houve uma redução de emissões na UE de 29%, de 2005 a 2019. Mas a República Checa, a Hungria e a Roménia estão ainda longe das metas de 2030.
A agência refere que são cruciais mudanças no setor da energia para reduzir as emissões de partÃculas finas, e que são necessárias mais ações para reduzir o amonÃaco no setor agrÃcola.
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