
Lisboa, 25 ago 2021 (Lusa) – O presidente do PSD, Rui Rio, arranca hoje no distrito do Porto a sua ‘volta’ pelo paÃs a um mês das autárquicas de 26 de setembro, já com ritmo de campanha eleitoral.
De acordo com a agenda do lÃder social-democrata até domingo, divulgada pelo partido, Rio terá hoje quatro iniciativas de pré-campanha, na quinta outras quatro e na sexta-feira mais cinco.
A primeira iniciativa pública de Rui Rio depois das férias será, pelas 10:30, uma visita a um lar em Marco de Canaveses, seguindo-se um almoço com empresários do turismo da região de Baião e uma visita de barco no Douro. Ao final do dia, o lÃder do PSD estará em Freamunde, Paços de Ferreira, onde visitará o comércio tradicional.
Do distrito do Porto, Rio segue na quinta-feira para o de Vila Real, com uma visita à Santa Casa da Misericórdia de Ribeira de Pena e outra à GNR de Mondim de Basto, passando ainda por São Martinho da Anta, Sabrosa, e com a primeira arruada e comÃcio desta pré-campanha marcada para o final da tarde em Chaves.
Na sexta-feira, o lÃder do PSD ruma ao distrito de Viseu, com visitas à Santa Casa da Misericórdia e uma empresa, ambas em Resende, um almoço com os candidatos autárquicos de Lamego e terminando o dia em Vila Nova de Paiva, onde inaugurará uma sede de campanha e visitará os bombeiros voluntários.
No fim de semana, Rio estará no Algarve, sendo o ‘ponto alto’ desta primeira semana na estrada o Fórum Nacional Autárquico, no sábado em Faro, num fim de semana em que também decorre na mesma região o Congresso do PS, marcado para Portimão.
No Fórum, estão previstas intervenções de cerca de uma dezena de candidatos, entre eles os cabeças de lista a Lisboa, Carlos Moedas, ao Porto, Vladimiro Feliz, a Setúbal, Fernando Negrão, à Amadora, Suzana Garcia, ou à Figueira da Foz, Pedro Machado, entre outros.
Caberá ao presidente do partido encerrar a iniciativa, mais perto da hora do jantar, e, no domingo, presidir à apresentação dos candidatos do partido no Algarve, uma sessão que decorrerá em Albufeira.
A volta, que irá passar até 24 de setembro pelos 18 distritos de Portugal Continental (não estão previstas deslocações nem à Madeira nem aos Açores), prosseguirá na próxima semana pelo Alentejo (dias 30 e 31) e pelo distrito de Lisboa no dia 01, com ações já confirmadas na Amadora e em Torres Vedras, segundo explicou à Lusa o secretário-geral e coordenador autárquico do PSD, José Silvano.
Só a última semana de campanha está ainda por fechar, mas será nesse perÃodo que Rui Rio se deverá juntar aos candidatos à s principais câmaras do paÃs.
Pelo menos até essa altura, não estão previstos nesta ‘volta’ os tradicionais jantares-comÃcio com militantes, devido à s restrições ainda impostas pela pandemia de covid-19.
“O objetivo é, nos concelhos por onde passarmos, integrarmos uma ação do próprio candidato”, explicou José Silvano, o que poderá passar por visitas a instituições ou almoços de trabalho com representantes locais.
A estrutura de campanha, adiantou Silvano, será “pequena”, com um carro de apoio e um carro-palco, de onde Rui Rio poderá fazer as intervenções ou prestar esclarecimentos à comunicação social.
De acordo com o coordenador autárquico, a volta do lÃder privilegiará “médios e pequenos concelhos”, onde a direção do PSD considera que a presença de Rui Rio pode ter “mais influência no resultado final”.
Por enquanto, e seguindo a lei em vigor pelo menos até 12 de setembro, o uso de máscara será obrigatório em todas as iniciativas.
Nas autárquicas de 26 de setembro, o PSD concorre sozinho a 153 municÃpios, integra 146 coligações (lidera 142 e as outras quatro são encabeçadas pelo CDS-PP), e em nove concelhos apoia listas de cidadãos independentes (a maioria nos Açores e na Madeira).
Em 2017, o PSD teve o seu pior resultado autárquico de sempre (e que levou à demissão do então presidente Pedro Passos Coelho): os sociais-democratas perderam oito câmaras em relação a 2013 e conquistaram 98 presidências (79 sozinhos e 19 em coligação), embora sem grandes variações em termos de votos e percentagens, tendo o partido somado, sozinho, 16,08% dos votos (contra os 16,7% de 2013).
SMA // FPA
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