
Riga, 10 ago 2021 (Lusa) — A Letónia declarou hoje o estado de emergência na fronteira com a Bielorrússia, autorizando as forças de segurança a recorrer à força fÃsica para impedir a entrada de imigrantes ilegais.
A decisão do Governo estará em vigor até 10 de novembro, e permite à s Forças Armadas e à polÃcia prestar assistência à Guarda de Fronteiras do Estado na prevenção da imigração ilegal.
Atualmente, só os guardas fronteiriços podem patrulhar a fronteira.
A Letónia, tal como a vizinha Lituânia, tem enfrentado nos últimos meses um afluxo de imigrantes iraquianos, na sua maioria provenientes da Bielorrússia.
As fronteiras da Letónia com a Bielorrússia, com quase 175 quilómetros de extensão, são também a fronteira externa da União Europeia (UE).
Desde sexta-feira, 283 pessoas foram detidas por atravessarem a fronteira a partir da Bielorrússia, elevando para 343 o total desde o inÃcio do ano, noticiou a agência Baltic News Service (BNS), citando dados oficiais.
O primeiro-ministro da Letónia, Krisjanis Karins, disse que esta decisão praticamente encerra a fronteira com a Bielorrússia, o que constitui um ponto de viragem muito importante, segundo a radiotelevisão pública.
A decisão pode ser revogada pelo Governo antes do prazo especificado, se a ameaça ao Estado tiver sido impedida ou resolvida.
O Governo também tem o direito, se necessário, de prorrogar o estado de emergência agora declarado por um perÃodo não superior a três meses, acrescentaram os ‘media’ locais.
A Letónia, a Lituânia e a Estónia, que integram a UE, acusaram o Governo do Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, de encorajar o fluxo migratório para retaliar sanções europeias contra Minsk, na sequência do desvio de um avião de passageiros para prender um jornalista dissidente.
A Polónia, outro membro da União Europeia que faz fronteira com a Bielorrússia, assinalou também um número crescente de migrantes iraquianos e afegãos a tentar entrar a partir daquele paÃs, no que um funcionário do Governo chamou parte da “guerra hÃbrida” do regime de Minsk contra a UE.
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