
Luanda, 30 jul 2021 (Lusa) — O MPLA, no poder em Angola, advertiu hoje os seus “adversários” que o poder “não se conquista com inverdades e manchando o nome do paÃs além-fronteiras”, exortando-os à “responsabilidade, respeito e patriotismo” no exercÃcio da liberdade de expressão.Â
 “Não precisamos de optar por inverdades eivadas de falácias e auto-vitimização, proferindo afirmações que demonstram ignorância e desrespeito pelas instituições”, afirmou hoje a vice-presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), LuÃsa Damião, na provÃncia do Cunene.Â
Para a lÃder partidária dos “camaradas”, num “claro desespero ou ânsia desmedida” pelo poder, “certos adversários esquecem-se que este deve ser legitimado por vontade soberana do povo”.Â
“Não é com inverdades que se conquista o poder e, muito menos, manchando o paÃs além-fronteiras. O povo angolano está atento, acompanha e aplaude as reformas polÃticas, económicas e sociais lideradas pelo camarada presidente João Lourenço e saberá fazer a sua escolha”, disse.Â
LuÃsa Damião falava hoje na abertura do encontro interprovincial dos secretários executivos dos organismos intermédios do MPLA no sul, que decorre na provÃncia do Cunene, sul de Angola, afetada pela seca.Â
O encontro congrega os governadores das provÃncias do Cunene, Cuando-Cubango, HuÃla e Namibe, igualmente secretários provÃncias deste partido. Â
Segundo a vice-presidente do partido no poder em Angola, no atual contexto de pandemia, dentro e fora do paÃs, são raros os exemplos de economias que alcançaram marcos satisfatórios em termos de crescimento.Â
“E, não ter em conta este facto é sinónimo de ignorância pura dos mais elementares princÃpios de mercado”, atirou.Â
O presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA, maior partido na oposição), Adalberto Costa Júnior, deu, esta semana uma entrevista à televisão portuguesa RTP em que teceu “crÃticas ao Governo angolano e deplorou a condição social das famÃlias angolanas”.  Â
Hoje, na sua intervenção, LuÃsa Damião considerou que a democratização da sociedade angolana “tem passado, nos últimos tempos, pela ampliação do espaço de intervenção, expressão e manifestação de opiniões”.Â
“Sendo inegável que, é hoje, um dos principais ganhos, reconhecidos reiteradas vezes por organismos internacionais, contudo, a ampliação das liberdades implica maior responsabilidade e responsabilização”, defendeu.Â
Este vértice, realçou, “é, por conveniência, ignorado em profunda manipulação da opinião pública nacional e internacional”.Â
O MPLA, assegurou, “vai continuar a primar pelo diálogo franco e aberto e a consolidar os ganhos da democracia. Enquanto os nossos adversários estão apenas focados no alcance do poder a qualquer preço, nós devemos fazer bem o nosso trabalho (…)”, notou.Â
Em relação ao contexto socioeconómico das provÃncias do sul de Angola afetadas pela seca, LuÃsa Damião referiu que o seu partido “se congratula com a contÃnua implementação de medidas estruturantes do executivo angolano” no sentido de resolver o problema da água e da situação da escassez de alimentos, derivados da seca, e enalteceu “a onda de solidariedade, humanismo e espÃrito de altruÃsmo que caracterizam os cidadãos angolanos”.Â
“Estamos cientes dos desafios que temos pela frente e da necessidade de continuarmos a trabalhar para realizar os anseios e aspirações dos angolanos”, rematou a também deputada à Assembleia Nacional.Â
Â
DYAS //Â VM
Lusa/FimÂ
Â



