
Lisboa, 26 jul 2021 (Lusa) — A oferta pública de subscrição de obrigações da Benfica SAD (2021-2024) alcançou o montante total de 35 milhões de euros pretendido pelos ‘encarnados’, segundo os resultados hoje divulgados pela Euronext, a gestora da bolsa portuguesa.
A procura válida foi de 35.179.705 euros, ou seja, ligeiramente acima da oferta de tÃtulos disponÃvel neste empréstimo obrigacionista, que contou com um total de 1.887 investidores.
Destes, 609 (32,3%) investiram entre 2.000 euros e 5.000 euros, 473 (25,1%) entre 5.005 euros e 10.000 euros, 717 (38%) entre 10.005 euros e 50.000 euros, e 88 (4,7%) aplicaram mais de 50.000 euros.
A operação implicava um montante mÃnimo de subscrição de 2.000 euros, apresentando uma maturidade de três anos e uma taxa de juro nominal bruta de 4%.
Esta emissão arrancou no dia 05 de julho, dois dias antes da detenção do agora ex-presidente do Benfica LuÃs Filipe Vieira, e a colocação dos tÃtulos decorreu até 23 de julho, tendo sido feita uma adenda ao prospeto que tinha sido aprovado em 01 de julho para dar conta dos acontecimentos que envolvem aquele que, até há pouco tempo, era o lÃder das ‘águias’.
Em 19 de julho, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) revelou que está a investigar infrações na divulgação de informação ao mercado e de abuso de informação ligadas à Benfica SAD, no âmbito da detenção de LuÃs Filipe Vieira.
LuÃs Filipe Vieira foi um dos quatro detidos numa investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuÃzos para o Estado, SAD do clube e Novo Banco.
O agora ex-presidente do Benfica está em prisão domiciliária até à prestação de uma caução de três milhões de euros e proibido de sair do paÃs, além de estar indiciado por abuso de confiança, burla qualificada, falsificação de documentos, branqueamento de capitais, fraude fiscal e abuso de informação.
Segundo o Ministério Público, o empresário provocou prejuÃzos ao Novo Banco de, pelo menos, 45,6 milhões de euros, compensados pelo Fundo de Resolução.
No mesmo processo, denominado ‘Cartão Vermelho’, foram detidos, para primeiro interrogatório judicial, o seu filho Tiago Vieira, o agente de futebol e advogado Bruno Macedo e o empresário José António dos Santos, todos indiciados por burla, falsificação de documentos, branqueamento de capitais e fraude fiscal.
DN // AJO
Lusa/fim



