
Redação, 23 jul 2021 (Lusa) – O regulador nacional do medicamento afastou hoje a necessidade de reforço da vacinação contra a covid-19 com uma eventual terceira dose, no dia em que Espanha anunciou que vai avançar com a medida.
Num esclarecimento sobre a terceira dose e novos contratos de vacinas para a covid-19, o Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde refere que “a informação disponÃvel até à data não permite concluir sobre a necessidade, e momento, de realização de reforço vacinal, prevendo-se, portanto, o esquema vacinal aprovado na Autorização de Introdução no Mercado atribuÃda pela Agência Europeia de Medicamentos”.
Em Portugal são administradas vacinas de unidose (Janssen) e de duas doses intervaladas (Pfizer/BioNTech, Moderna e AstraZeneca).
Espanha confirmou hoje, através da ministra da Saúde, Carolina Darias, que será administrada no paÃs uma terceira dose, tendo sido assinados contratos com as farmacêuticas com esse fim, embora esteja por decidir quando tal sucederá.
No esclarecimento, o Infarmed ressalva, no entanto, que, em conjunto com a Direção-Geral da Saúde, está “a acompanhar os dados técnico-cientÃficos à medida que estes se encontram disponÃveis, nomeadamente visando a ponderação, no Plano de Vacinação contra a Covid-19, da eventual necessidade de doses adicionais ao esquema aprovado para algumas populações mais vulneráveis”.
O regulador acrescenta que, para “acautelar uma possÃvel terceira dose”, bem como “o desenvolvimento de vacinas adaptadas a novas variantes” do novo coronavÃrus, Portugal tem “dois contratos estipulados, cujo volume de vacinas ultrapassa os 14 milhões, com os laboratórios BioNTech/Pfizer e Moderna”.
Adicionalmente, para 2023, o paÃs contratualizou com o consórcio BioNTech/Pfizer mais de 10 milhões de vacinas.
O Infarmed salienta que, “a acrescentar aos referidos volumes, poderão ainda chegar a Portugal mais vacinas, no âmbito de futuros contratos, com algumas das vacinas ainda em avaliação” pelo regulador europeu.
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